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CPI convoca deputado Ricardo Barros e ex-diretor da Saúde
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CPI convoca deputado Ricardo Barros e ex-diretor da Saúde

Por Agência Brasil

Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) realiza oitiva do empresário apontado como integrante do “gabinete paralelo” de aconselhamento ao presidente da República no enfrentamento à pandemia. O objetivo é esclarecer sobre esse suposto

Crédito: Pedro França

Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) realiza oitiva do empresário apontado como integrante do “gabinete paralelo” de aconselhamento ao presidente da República no enfrentamento à pandemia. O objetivo é esclarecer sobre esse suposto "ministério paralelo da saúde", incluindo a sugestão de utilização de medicamentos sem eficácia comprovada e o apoio à imunidade de rebanho. Antes do depoimento, os senadores votam requerimentos de convocação de depoentes e de pedidos de informações e documentos. Mesa: vice-presidente da CPIPANDEMIA, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP); presidente da CPIPANDEMIA, senador Omar Aziz (PSD-AM); relator da CPIPANDEMIA, senador Renan Calheiros (MDB-AL). Foto: Pedro França/Agência Senado

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado aprovou, nesta quarta-feira (30), as convocações de 21 pessoas. Na lista, estão o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), e o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias. A portaria de exoneração de Dias foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União

A convocação de Barros, marcada para o dia 8 de julho, foi motivada pelo depoimento do deputado Luís Miranda (DEM-DF) ao colegiado na semana passada. Na ocasião, o parlamentar afirmou ter avisado o presidente Jair Bolsonaro sobre suspeita de corrupção nas negociações para compra da vacina Covaxin, produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech. O presidente teria citado Barros como alguém envolvido no caso. O parlamentar nega envolvimento.

Ainda de acordo com o cronograma aprovado hoje, o deputado Luís Miranda voltará à CPI na próxima terça-feira (6). Desta vez, em reunião secreta do colegiado, ele deverá dar detalhes aos senadores sobre uma afirmação feita por ele, à revista Crusoé, de que teria recebido proposta de propina para não atrapalhar as negociações para a compra da vacina Covaxin.

A CPI da Pandemia também vai ouvir, no dia 7, Roberto Dias. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o então diretor do Ministério da Saúde teria tentado negociar propina de US$ 1, por dose, na aquisição de 400 milhões de imunizantes.

Próximos depoimentos

Amanhã (1º) será a vez de o dono da Precisa Medicamentos, Francisco Emerson Maximiano ser ouvido pela CPI. A empresa é a intermediária entre o governo federal e o laboratório indiano Bharat Biotech na aquisição do imunizante Covaxin.

Na sexta-feira (2) está marcada a oitiva de Luiz Paulo Dominguetti, da Davati Medical Supply. Foi ele que falou ao jornal Folha de S.Paulo sobre a suposta cobrança de propina para a compra de vacinas por parte do governo federal. Segundo o jornal, Dominguetti disse que apresentou proposta para vender a vacina AstraZeneca ao governo por US$ 3,50 a dose, e que o então diretor de Logística do Ministério da Saúde teria proposto superfaturar o valor das vacinas em US$ 1 por dose para fechar o acordo.

Lista de convocados:

 

- Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara dos Deputados

- Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde

- Marcelo Bento Pires, coordenador de logística do Ministério da Saúde

- Regina Célia Silva Oliveira, servidora do Ministério da Saúde

- Thiago Fernandes da Costa, servidor do Ministério da Saúde

- Luiz Paulo Dominguetti Pereira, representante da Davati Medical Supply no Brasil

- Cristiano Alberto Carvalho, procurador da Davati Medical Supply no Brasil

- Rodrigo de Lima, funcionário do Ministério da Saúde

- Rogério Rosso, ex-deputado e diretor da União Química

- Robson Santos da Silva, secretário de saúde indígena do Ministério da Saúde

- Túlio Silveira, representante da Precisa Medicamentos

- Emanuela Medrades, diretora da Precisa Medicamentos

- Antônio José Barreto de Araújo Junior, ex-secretário executivo do Ministério da Cidadania

- Danilo Berndt Trento, sócio da empresa Primarcial Holding e Participações LTDA

- Emanuel Catori, sócio da Belcher Farmacêutica

- Gustavo Mendes Lima, gerente de medicamentos da Anvisa

- Luciano Hang, dono da rede de lojas varejistas Havan

- Antonio Jordão de Oliveira Neto, médico

- Adeílson Loureiro Cavalcante, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde

- Silvio de Assis, empresário

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Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) realiza oitiva do empresário apontado como integrante do “gabinete paralelo” de aconselhamento ao presidente da República no enfrentamento à pandemia. O objetivo é esclarecer sobre esse suposto

Crédito: Pedro França

Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) realiza oitiva do empresário apontado como integrante do “gabinete paralelo” de aconselhamento ao presidente da República no enfrentamento à pandemia. O objetivo é esclarecer sobre esse suposto "ministério paralelo da saúde", incluindo a sugestão de utilização de medicamentos sem eficácia comprovada e o apoio à imunidade de rebanho. Antes do depoimento, os senadores votam requerimentos de convocação de depoentes e de pedidos de informações e documentos. Mesa: vice-presidente da CPIPANDEMIA, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP); presidente da CPIPANDEMIA, senador Omar Aziz (PSD-AM); relator da CPIPANDEMIA, senador Renan Calheiros (MDB-AL). Foto: Pedro França/Agência Senado

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado aprovou, nesta quarta-feira (30), as convocações de 21 pessoas. Na lista, estão o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), e o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias. A portaria de exoneração de Dias foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União

A convocação de Barros, marcada para o dia 8 de julho, foi motivada pelo depoimento do deputado Luís Miranda (DEM-DF) ao colegiado na semana passada. Na ocasião, o parlamentar afirmou ter avisado o presidente Jair Bolsonaro sobre suspeita de corrupção nas negociações para compra da vacina Covaxin, produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech. O presidente teria citado Barros como alguém envolvido no caso. O parlamentar nega envolvimento.

Ainda de acordo com o cronograma aprovado hoje, o deputado Luís Miranda voltará à CPI na próxima terça-feira (6). Desta vez, em reunião secreta do colegiado, ele deverá dar detalhes aos senadores sobre uma afirmação feita por ele, à revista Crusoé, de que teria recebido proposta de propina para não atrapalhar as negociações para a compra da vacina Covaxin.

A CPI da Pandemia também vai ouvir, no dia 7, Roberto Dias. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o então diretor do Ministério da Saúde teria tentado negociar propina de US$ 1, por dose, na aquisição de 400 milhões de imunizantes.

Próximos depoimentos

Amanhã (1º) será a vez de o dono da Precisa Medicamentos, Francisco Emerson Maximiano ser ouvido pela CPI. A empresa é a intermediária entre o governo federal e o laboratório indiano Bharat Biotech na aquisição do imunizante Covaxin.

Na sexta-feira (2) está marcada a oitiva de Luiz Paulo Dominguetti, da Davati Medical Supply. Foi ele que falou ao jornal Folha de S.Paulo sobre a suposta cobrança de propina para a compra de vacinas por parte do governo federal. Segundo o jornal, Dominguetti disse que apresentou proposta para vender a vacina AstraZeneca ao governo por US$ 3,50 a dose, e que o então diretor de Logística do Ministério da Saúde teria proposto superfaturar o valor das vacinas em US$ 1 por dose para fechar o acordo.

Lista de convocados:

 

- Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara dos Deputados

- Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde

- Marcelo Bento Pires, coordenador de logística do Ministério da Saúde

- Regina Célia Silva Oliveira, servidora do Ministério da Saúde

- Thiago Fernandes da Costa, servidor do Ministério da Saúde

- Luiz Paulo Dominguetti Pereira, representante da Davati Medical Supply no Brasil

- Cristiano Alberto Carvalho, procurador da Davati Medical Supply no Brasil

- Rodrigo de Lima, funcionário do Ministério da Saúde

- Rogério Rosso, ex-deputado e diretor da União Química

- Robson Santos da Silva, secretário de saúde indígena do Ministério da Saúde

- Túlio Silveira, representante da Precisa Medicamentos

- Emanuela Medrades, diretora da Precisa Medicamentos

- Antônio José Barreto de Araújo Junior, ex-secretário executivo do Ministério da Cidadania

- Danilo Berndt Trento, sócio da empresa Primarcial Holding e Participações LTDA

- Emanuel Catori, sócio da Belcher Farmacêutica

- Gustavo Mendes Lima, gerente de medicamentos da Anvisa

- Luciano Hang, dono da rede de lojas varejistas Havan

- Antonio Jordão de Oliveira Neto, médico

- Adeílson Loureiro Cavalcante, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde

- Silvio de Assis, empresário