Resistência

Indústria resiliente

José Ricardo Ferreira
31/07/2022 às 08:08.
Atualizado em 31/07/2022 às 08:09

A indústria sofreu com a pandemia, mas começa a ver um horizonte melhor definido (Divulgação)

Os últimos anos não têm sido suaves para nenhum segmento. Comércio, serviços e a indústria sofreram com a pandemia do novo coronavírus, mas cada um deles já está mostrando que essa batalha contra as intempéries da conjuntura e da saúde será vencida.

Para o presidente do Simespi (sindicato patronal da indústria metalúrgica), Euclides Libardi, o período ainda é de muita incerteza, porém em breve haverá retomada segura e os sinais já são evidentes. “Nos últimos três meses, os equipamentos de transportes mantiveram-se em alta em relação à produção. O que estamos observando também é uma tendência crescente de empresas investindo ou procurando parcerias no setor de máquinas e equipamentos, além de atividades voltadas para o agronegócio”, explicou.

Libardi ainda frisa que as áreas de automóveis e sucroalcooleira têm se destacado na busca por implementar soluções modernas e tecnologias na produção. “Com a chegada do 5G no Brasil, que ainda está em implantação nas capitais do país, esperamos que essa perspectiva só melhore”, apontou.

O dirigente empresarial ainda explica que a resiliência foi qualidade primordial especialmente no primeiro ano da pandemia.

“Ao longo da pandemia da Covid-19, promovemos encontros para orientação sanitária e acordos com sindicatos a fim de evitar demissões. Considerando a importância da evolução tecnológica e o desenvolvimento de novas ferramentas de gestão nestes novos tempos, buscamos oferecer cursos de atualização e capacitação ministrados por professores atuantes. Esses cursos foram programados de acordo com as necessidades das empresas, a partir de pesquisa anual”, disse ele. 

Libardi lembra que, em 2021, foram realizados 57 cursos e palestras com a participação de 1174 pessoas. “Apenas no primeiro semestre deste ano, já capacitamos aproximadamente 1500 pessoas. Além disso, oferecemos cursos gratuitos e, quando são pagos, nossas associadas contam com desconto de aproximadamente 60%”, informou Libardi.

O Simespi atua há 31 anos ao lado das indústrias do setor metal-mecânico em busca de soluções assertivas para desafios deste segmento, segundo seu presidente. Hoje são cerca de 200 associadas e 81 parceiros.

“Nosso foco é a evolução das empresas associadas, para que possam gerar negócios, ampliar mercados e acompanhar as tendências do setor. O Simespi nasceu com a marca do pioneirismo. Tem um papel fundamental não só nas negociações salariais, mas também no suporte e apoio às empresas, por meio de cursos, convênios, parcerias, projetos e diversas iniciativas”, explicou.

“Oferecemos ainda o suporte na gestão dos negócios com assessoria jurídica nas áreas trabalhista, empresarial, cível e tributária, além de assessoria para implantação de tecnologias e treinamento de equipes para adequação à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Outras assessorias disponíveis são: credenciamento ao BNDES, importação e exportação, certificação digital, consultas ao SCPC e declaração de exclusividade. Também somos um posto avançado do IQA (Instituto da Qualidade Automotiva)”, detalhou Libardi. 

“A pesquisa salarial é outro serviço relevante do Simespi. A única do setor metal-mecânico realizada desde 1995, é uma ferramenta que ajuda a melhorar as estratégias de cargos e salários das empresas, mantendo-as sempre alinhadas com o mercado”, disse ele.

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