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Variantes da Covid-19
Cidade saberá na semana a cepa predominante
Está prevista uma série de sequenciamentos genéticos de amostras de casos confirmados

Por Romualdo Cruz Filho

Laboratório identifica variante

Crédito: Christiano Diehl Neto

Laboratório identifica variante

No início da semana que vem Piracicaba vai saber oficialmente qual é a cepa do vírus predominante na cidade, que está causando essa explosão de novos casos de Covid-19. O professor e pesquisador Luiz Lehmann Coutinho, coordenador do Centro de Genômica Funcional da Esalq/Cena/USP, parceiro do Instituto Butantan, disse que está prevista uma série de sequenciamentos genéticos de amostras de casos confirmados, o que permitirá essa conclusão sobre o cenário local por amostragem.

O Centro de Genômica Funcional da Esalq/Cena/USP é responsável por cerca de 300 testes de Covid-19 por dia, para a rede de saúde pública e privada do município. "Mas o sequenciamento genético, por ser mais caro, é feito em volume reduzido. Sendo assim, ele dá uma noção estatística sobre o que está ocorrendo", explicou ele. Pelo Boletim Epidemiológico do Instituto Butantan, reltivo a todo o Estado de São Paulo, na 50ª semana epidemiológica, a variante Delta teve uma incidência de 80,5%, seguida pela Omicron (19,2%) e Gama (0,3%). Mas são dados de dezembro, o que não permite afirmar o mesmo em janeiro.

De acordo com o infectologista Hamilton Bonilha, tudo indica que, pelas características do contágio rápido e de menor impacto à saúde, por não atacar os pulmões, Piracicaba esteja seguindo os mesmos padrões internacionais, dos EUA e Europa, em que há predominância da Ômicron. Para a Secretaria de Saúde há somente um caso confirmado de Ômicron na cidade, identificado pelo Centro de Genômica. Mas esta informação é também referente a sequencimento de dezembro.

Ontem a prefeitura confirmou mais 407 casos de Covid-19, sem óbito. Nas últimas 24 horas, predominou a contaminação em homens (301), com idades que variam de 2 a 70 anos. Quanto às mulheres, 106 delas tiveram também confirmação da doença, cujas idades variam de 1 a 93 anos.

Ocupação hospitalar

Com menor número de leitos, em relação ao período de pico do ano passado, a taxa de ocupação dos hospitais é considerada sob controle. Pelo menos 47% dos leitos de UTU-SUS estavam ocupados ontem e 88% de enfermaria. Na rede privada o cenário era mais tranqüilo: 10% de ocupação de UTI e 60% de clínicos. De acordo com o secretário de Saúde Filemon Silvano, foi reativada a comissão de monitoramento da doença na cidade para evitar surpresas diante de um cenário preocupante. Segundo ele, não faltarão leitos para atender a população, uma vez que o número disponível será ampliado conforme a demanda.