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Cobra e lagartos são apreendidos
Animais foram localizados na área rural de Piracicaba; multa pode chegar a R$ 15 mil

Por Ana Cristina Andrade

Renata Caetano, do Setor de Direitos Animais, disse que os lagartos estavam confinados num aquário

Crédito: Divulgação

Renata Caetano, do Setor de Direitos Animais, disse que os lagartos estavam confinados num aquário

Uma denúncia feita à Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Sedema), de maus-tratos a animais, resultou na apreensão de dois lagartos teiús e uma cobra cipó, além de gaiolas.

A multa vai variar entre R$ 10 mil e R$ 15 mil. Quando a equipe chegou para averiguar, flagrou o proprietário soltando uma ave, sem critérios, o que não pode ser feito. Ele acabou complicando ainda mais a sua situação.

De acordo com o médico veterinário do Centro de Controle de Zoonose, Matheus Ferreira dos Santos, a denúncia inicial era que numa propriedade rural da região do bairro Serrote havia um cão acorrentado, há dois dias, sem água e sem comida.

Após a chegada da equipe ao lugar, ontem, o dono chegou trazendo ração e comida cerca de 40 minutos depois. Um dos cães estava acorrentado, porém a guia tem 10 metros de comprimento e o outro (fêmea) estava solto.

Foi constatado que os dois não são castrados. No local foram vistos ainda galinhas e patos. “Avaliamos primeiro os cães e em seguida vimos que havia os lagartos e a cobra, sem autorização de órgão competente”, declarou o veterinário.

Conforme prevê a Lei de Crimes Ambientais - 9.605/98 -, artigos 29 e 32, o proprietário foi enquadrado por estar de posse de animais silvestres ilegalmente e por maus-tratos.

“Para cada animal foram instituídos multas de R$ 2 mil e R$ 3 mil. Durante a ocorrência, o dono, no desespero, soltou um pássaro da espécie coleirinha. Recebeu mais uma multa de R$ 2.500,00. Para fazer esse tipo de soltura decorre de um trabalho preparatório. Soltar de uma vez, pode acarretar risco de vida para a ave”, explicou Ferreira.

Na propriedade, segundo ele, também foram encontrados ferrolhos de armas de fogo. “Esses ferrolhos podem ser utilizados para caça, ou para montar um novo equipamento bélico. Todo o material apreendido será periciado, inclusive as gaiolas”, destacou.

A partir de agora, segundo o veterinário, o Setor de Direito Animal da Guarda Civil vai fazer o acompanhamento. Foi estipulado um prazo para que os cães sejam castrados e o dono poderá fazer o agendamento.

Ele apresentou medicamentos dos animais. “Ele cuida, porém, como está num período de férias, ia dia sim dia não tratar deles. A orientação é que ele vá todos os dias para tratá-los e para limpar o local”, completou Ferreira.

No local foram a Polícia Científica, Pelotão Rural e Pelotão Ambiental (os dois da Guarda Civil), e ainda a Polícia Militar Ambiental. Segundo Renata Caetano, do Setor de Direitos Animais, os animais silvestres foram levados para o zoológico.