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Natal
Acolhedores da Santa Casa
Para não desassistir os doentes, há rodízio entre funcionários durante as confraternizações

Por José Ricardo Ferreira

Humanização passa pela atenção à saúde física e psíquica dos colaboradores

Crédito: Divulgação

Humanização passa pela atenção à saúde física e psíquica dos colaboradores

Os plantonistas da Santa Casa passarão com certeza um Natal menos atribulado se comparado ao de 2020. Naquele momento a pandemia estava em ebulição. A certeza agora, entre as equipes de profissionais e os pacientes, é por dias melhores.

O diretor clínico, médico André Gervatoski, lembra que a humanização que a instituição prega na saúde passa pela atenção à saúde física e psíquica dos colaboradores. “Todo e qualquer plantão médico e de equipe multidisciplinar contempla um período para alimentação e obviamente, nas festas de final de ano, esses momentos se tornam mais acolhedores e emanados de altruismo e trocas mais fraternas”, explicou.

Para não desassistir os doentes há um rodízio entre os funcionários durante as confraternizações do Natal e da virada de ano.

Denise Lautenschlaeger, gestora do Cuidado, conta que os plantões na véspera e dia de Natal transcorrem normalmente para a equipe do Cuidado. “Os plantões são direcionados de forma a se manter o mesmo fluxo e processos. Na Santa Casa de Piracicaba há plantão da equipe médica, de enfermagem e demais setores diretamente ligados ao cuidado durante 24h, com o número integral de funcionários. Não há redução no contingente de pessoal que proporciona o atendimento direto ao paciente. Quando possível, há o revezamento de funcionários no Natal e Réveillon”, explica ela.

O diretor técnico da Santa Casa, médico Ruy Nogueira Costa Filho, reforça que na área da saúde, principalmente na urgência e emergência não há diminuição do número de profissionais nas festas de fim de ano. “Todos estão a postos para qualquer atendimento”, disse.

“Existem os cumprimentos, uma boa refeição, mas sempre atentos aos pacientes que possam estar chegando. O pessoal da área assistencial segue escala normal como durante o ano todo e os motoristas também”.

Recordações

A enfermeira coordenadora da U.T.I (Unidade de Terapia Intensiva) da Santa Casa, Gisele Vilarinho, se recorda do Natal de 2020 como um momento quando o país estava assustado com a pandemia e a vacina era uma necessidade de todos. Havia muito medo de se contaminar entes queridos.

Ela se recorda ainda da gravidade dos casos e lotação dos leitos. A equipe, porém, continuou unida desde os serviços gerais até a equipe de atuação mais complexa. Foi um Natal, disse ela, muito limitado. Naquela data ocorreram dois cafés da manhã e dois da noite para a confraternização. “Houve união, amor, solidariedade e companheirismo. Um pelos outros. Nos demos as mãos e nos tornamos mais fortes”, se recorda Gisele.

Depois daquele ano chega-se nesse Natal de 2021 com mais cores e sorrisos mesmo atrás das máscaras. “Um sentimento de tranquilidade de que realmente passaram aqueles momentos difíceis. Foram momentos valorosos para cada profissional e cada ser humano que cada um é. Estamos felizes por esse final de ano estar muito próximo do normal”, disse Vanda Petean, administradora do hospital.