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Simespi e Esalq: convênio
Objetivo é subsidiar empresários e gestores

Por Da redação

Bruno Pissinato, Euclides Libardo e Carlos Eduardo Vian

Crédito: Divulgação

Bruno Pissinato, Euclides Libardo e Carlos Eduardo Vian

As quase 200 empresas do setor metal mecânico associadas ao Simespi (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, de Material Elétrico, Eletrônico, Siderúrgicas e Fundições de Piracicaba, Saltinho e Rio das Pedras) já podem contar, a partir deste mês, com relatórios mensais contendo indicadores econômicos e análises de conjuntura e de tendências do mercado com enfoque mais regional.

Convênio entre a entidade sindical patronal e a Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) foi assinado nesta quarta (22), pelo presidente do Simespi, Euclides Libardi, e pelo professor Carlos Eduardo de Freitas Vian, coordenador do curso de economia da Esalq.

Segundo a gerente do Simespi, Valéria Spers, o objetivo do convênio é subsidiar as empresas associadas e seus gestores na tomada de decisões. "Num momento de significativa instabilidade do mercado, não só no Brasil, como no resto do mundo, é importante que os empresários e gestores possam ter em mãos indicadores e análises que consigam dar mais segurança em relação aos rumos que precisam ser tomados na condução dos negócios", justifica.

Segundo Valéria, o convênio prevê também a elaboração da pesquisa salarial que a entidade realiza tradicionalmente a cada dois anos. "Para 2022, teremos uma simulação da metodologia, que será aplicada junto às indústrias. Elas avaliarão a nova plataforma, faremos as readequações na medida da necessidade e, em 2023, teremos a primeira pesquisa salarial realizada nesse convênio com a Esalq", explica Valéria.

De acordo com o professor Vian, o convênio, que envolve pesquisa para elaboração de boletins mensais de conjuntura econômica voltada para as variáveis da indústria e a pesquisa salarial anual, vai envolver docentes dos cursos de economia e administração da Esalq, o economista e doutorando em economia Bruno Pissinato, além de mais dois alunos de graduação.

Coordenadora do curso de administração, a professora Catarina Careta explica que sua área estará envolvida especificamente com a tecnologia da informação, na sistematização das formas de coleta e tratamento dos dados, buscando uma interface que seja favorável aos usuários do Simespi.

O presidente do Simespi, Euclides Libardi, diz que o convênio tem grande importância para o setor industrial que, segundo ele, não contava com dados mais regionalizados e sistematizados. "Acredito, inclusive, que o acompanhamento da conjuntura por meio desses boletins mensais nos ajudará nos acordos coletivos futuros", pontua.