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Oji Papéis
Estratégia ousada
Empresa inaugura nova matriz produtiva visando expansão na América Latina

Por Romualdo Cruz Filho

Presidente e diretores da empresa, Luciano Almeida e funcionários da Oji Holding Corporation do Brasil

Crédito: Mateus Medeiros

Presidente e diretores da empresa, Luciano Almeida e funcionários da Oji Holding Corporation do Brasil

A empresa Oji Papéis Especiais, instalada no bairro Monte Alegre, inaugurou ontem uma nova máquina, o coater PC4, que vai quase dobrar a capacidade produtiva de papéis térmicos da unidade. Foram investidos R$ 550 milhões em um projeto iniciado em 2019. Os recursos são da Oji Holding Corporation do Brasil. A expectativa da empresa, com a expansão, é ampliar em 30% o faturamento, com o crescimento das vendas no mercado internacional, especialmente na América Latina. A inauguração marcou também os 10 anos da empresa em Piracicaba.

Com a nova tecnologia, haverá um crescimento de 87,5% da capacidade de produção, passando de 80 mil para 150 mil toneladas de papel por ano. Em quilometragem, a produção diária da empresa representa a distância de Piracicaba à Bahia. O investimento faz parte da estratégia de se antecipar às previsões de crescimento do setor até 2025.

De acordo com Agostinho Monsserrocco, presidente da Oji Papéis, a tecnologia 100% integrada digitalmente proporcionará redução de custos e maior eficiência, consequentemente, maior produtividade.

Hoje a empresa escoa cerca de 70% de sua produção no mercado brasileiro, que deve ter um crescimento de consumo de 4 a 6% em 2022, o restante abastece os países da América Latina. No horizonte de curto prazo, sua meta é ser a maior empresa do setor e manter-se na liderança do mercado latino americano.

O prefeito Luciano Almeida destacou o despojamento da empresa pela aposta em plena pandemia, quando o mercado mundial vive um período de incertezas.

"O mercado financeiro implodindo, todo mundo adiando investimentos, mesmo assim a Oji Papéis acreditando no que vai acontecer quando o mercado voltar a crescer. Vocês estão à frente de um processo e vão liderar a retomada econômica, porque é na crise que se investe. Parabéns por acreditarem no Brasil e em Piracicaba. Viemos aqui para receber esta boa notícia. Contem conosco", disse Luciano Almeida.

O diretor industrial da Oji Giovani Varella, lembrou que foram dois anos de muito trabalho, e a expansão se deu em plena pandemia. "Criamos uma estratégia rigorosa para que todos pudessem trabalhar com segurança em um momento de muitas dificuldades".

Segundo ele, não foi nada fácil "construir uma fábrica dentro de uma fábrica", uma vez que o espaço fabril foi ampliado em 6,8 mil metros quadrados. E que durante a pandemia estavam fazendo as escavações, um trabalho que envolveu cerca de 600 profissionais.

A nova máquina, evidentemente, opera sob novos conceitos, com recursos de última geração, economia de materiais, precisão no acabamento, maior eficiência energética, sem emissão de gases e maior nível de automação, consequentemente, sem impacto ambiental, o que criará "uma nova forma de trabalhar", observou Agostinho.

Além da nova tecnologia, foram investidos também na otimização da máquina PC3, já em operação, para que ela recebesse um upgrade, o mesmo ocorreu com a mais antiga máquina de papel da fábrica, que funciona há décadas e permanecerá na ativa. Outros parimoramentos também fizeram parte da intervenção, visando crescimento com segurança.

Em nome da holding, falou o diretor da Oji Imaging Media, Masatoshi Fujino, que também enfatizou o propósito da empresa e agradeceu a todas as autoridades presentes.