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Cai preço da carne suína
De acordo com a APAS, nos supermercados do estado, a carne já soma deflação de 6,36% no ano

Por Larissa Souza

Preço do pernil com osso teve queda de 10,31% esse ano, segundo levantamento feito pela APAS

Crédito: Mateus Medeiros

Preço do pernil com osso teve queda de 10,31% esse ano, segundo levantamento feito pela APAS

O preço da carne suína caiu em 6,36% em 2021, nos supermercados do Estado de São Paulo, segundo pesquisa da APAS (Associação Paulista de Supermercados), que atende 1.505 supermercados do estado. Para somar a taxa, a APAS contabilizou a deflação (queda do preço) acumulada de janeiro até novembro deste ano.

O pernil com osso e a costela suína, que integram tradicionalmente a ceia de Natal dos paulistanos, tiveram deflação acumulada de, respectivamente, 10,31% e 0,86% no ano. No ano passado, em novembro, o pernil com osso estava com inflação acumulada de 10,91% e a costela suína de 7,62%.

A Gazeta visitou quatro supermercados de Piracicaba, dois no Piracicamirim e dois na região central. A média de preço dos cortes suínos estava em R$25,00 o quilo.

Já o peru é um dos itens mais caros dos mercados da cidade. Seus preços variam entre R$30 e R$35 o quilo. Segundo a APAS, o peru também sofreu deflação esse ano, de 12,74 % (valor acumulado), mas o aumento da procura pode estimular o encarecimento do produto.

Difente desses itens, a inflação acumulada das frutas de época está maior esse ano. Em 2020, até novembro, as frutas acumulavam deflação de 2,04%. Esse ano, a pesquisa aponta para 3,29% de inflação.

Nos estabelecimentos visitados pela Gazeta o preço da uva passa preta estava, em média, R$ 24,00 o quilo. Já a castanha do pará, as nozes sem casca e o damasco estão custando, em média, respectivamente, R$ 130,00 o quilo; R$ 115,00 o quilo; e R$ 90,00 o quilo.

Ainda conforme o levantamento, o preço dos chocotones e panetones aumentou entre 20,95% e 29,03% em 2021. Segundo a APAS, o encarecimento do produto foi motivado pela alta inflacionária, a cotação no preço internacional do trigo e o aumento da demanda.

As bebidas não alcoólicas, de acordo com a associação, estão com inflação de 6,81% no acumulado do ano. “Um dos principais produtos da cesta que contribuíram para a elevação foi o refrigerante, que subiu 1,19% em novembro”, informou a APAS.

Movimentação tímida

Na última segunda-feira, a movimentação do Mercado Municipal ainda estava tímida para uma semana de Natal.

De acordo com Nilton Roberto Puga, proprietário do Açougue São João, as carnes mais procuradas pela população no Natal costumam ser as de porco, mas, por enquanto, a demanda ainda está baixa. “Nessa época mais festiva o que costuma sair é lombo, pernil, mas não está tendo grande procuram, não”, comentou.

Para o aposentado Henrique dos Santos, a ceia de Natal está pesando no bolso do consumidor esse ano. “Tudo aumentou e está caro”, disse. Mesmo com os aumentos, ele e sua mãe manterão a tradição de celebrar o Natal com a tradicional ceia.