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Piracema: rio com baixa vazão
Peixes sobrevivem com dificuldades

Por Larissa Souza

Movimentação de peixes ocorreu em área com baixo volume de água

Crédito: Mateus Medeiros/Gazeta de Piracicaba

Movimentação de peixes ocorreu em área com baixo volume de água

Uma movimentação de peixes em uma área próximo a pedras no rio Piracicaba indica a volta de um problema que está afetando o rio desde o início da estiagem, a baixa vazão. As chuvas de outubro aumentaram a vazão do rio, que chegou a 35,96 metros cúbicos por segundo na última quarta-feira (3). Contudo, até às 17h20 de ontem, a vazão dele estava em 12,21 m3/s, 23,75m3/s a menos do que na semana passada. A última chuva aconteceu no dia 27 de outubro, com o acúmulo de 18 milímetros de água. Em novembro ainda não foi registrada nenhuma chuva significativa.

O professor doutor da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), Flávio Gandara, explica que estamos no início da Piracema, período em que os peixes sobem o rio. Como a vazão do Piracicaba ainda está baixa, é possível que eles agrupem-se em alguns pontos do rio, principalmente no salto.

Mas se os peixes estão em áreas com baixo volume de água, como o observado nesta terça-feira, é possível que eles estejam próximos da superfície porque há mais oxigênio, segundo o professor. “Com a baixa vazão, os poluentes se concentram, aumenta a demanda por oxigênio na água, e a quantidade de oxigênio abaixa”´, comentou Gandara.

Esse problema deve continuar em novembro já que, de acordo com o Climatempo, a expectativa para o mês é de chuvas abaixo da média, que é de 150 milímetros. “A tendência é que ainda caíam de forma bastante irregular em boa parte do estado de São Paulo”, informa a empresa.