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Animais inusitados
Criação diferenciada
Família cria porco de 110kg em casa e galo tem sete 'esposas', além de página no Instagram

Por Ana Cristina Andrade

Milena diz que Costelinha está sempre perto dela

Crédito: Mateus Medeiros

Milena diz que Costelinha está sempre perto dela

Costelinha é um porco de sete anos, pelagem ruiva, que pesa cerca de 110 Kg. Ele come muitas frutas, legumes, ração para coelhos, adora tomar banho e dorme a noite inteira ao lado da cama dos donos. Detalhe: quando está frio, ele não dispensa uma coberta. Uma história que parece ficção, mas é realidade.

O porco de estimação pertence ao casal Wilian Saranti Novais e Milena Moutinho Chabregas, que mora em um condomínio de Piracicaba, e cria o suíno como se fosse qualquer outro animal. O diferencial é que, ao invés de dormir num quintal com terra ou lama, que é onde os porcos gostam de ficar, ele vive sobre piso de porcelanato.

Era para ser um miniporco. Foi com essa idéia que os donos viajaram até Vargem Grande (SP) para comprá-lo. Mas com o passar do tempo, o porco foi crescendo até não caber mais no colo e muito menos no banco do carro.

Ele é tão dócil, e tão "famoso" no condomínio, que quando alguém chega à portaria para uma visita ou para fazer entregas, ao invés de falar o número da residência do casal, a pessoa diz: "vou até a casa da mulher do porco".

Lembram sempre de Milena, porque "Costelinha" não desgruda dela. Ele chega a deitar aos pés da dona enquanto ela faz algo dentro de casa. Novais, que trabalha na área de segurança pública, diz que quando foi comprar o porquinho foi informado que ele ia alcançar, no máximo, uns 30 quilos quando crescesse.

Depois que "Costelinha" cresceu, e ficou imenso, o amor já havia tomado conta dos corações da família e foi impossível se desfazer dele. É tanto mimo que até creme hidratante Milena passa nele quase que todos os dias.

"É pra não ressecar a pele", explica a professora de Educação Física.

"Costelinha", segundo ela, tem tratamento igual a qualquer outro animal de estimação. De manhã e até a noite, Milena ou o marido abrem o portão e o porco vai numa área verde fazer as necessidades.

"Raramente ele quer fazer xixi na madrugada. Quando quer, ele nos chama empurrando nossa cama com a cabeça. É tão forte que chega a arrastar a cama", declara o marido. Sim, o porco dorme no quarto do casal, ao lado da cama, numa caminha feita com colchonete e envolva numa capa de colchão. Tem outro detalhe, segundo o casal: "o porco costuma roncar".

Ele destruía móveis

Quando pequeno, o porco comeu a parte de baixo de um armário de cozinha que ficava na área gourmet da casa. Agora, o casal trocou tudo por granito. "Conversando com um amigo, soubemos que porco gosta de mineral. Desde que comecei a por um pouco de sal nas verduras dele, parou de comer o móvel", diz Milena.

O animal toma banho três vezes por semana e na casa tem piscina, mas ele não gosta porque um dia caiu na água e ficou com medo. Porém, quando dá, ele deita para tomar um sol.

Alvo de reclamação

Novais conta que houve uma época em que a síndica do condomínio vivia autuando-o por causa do porco. Isso porque a vizinha anterior reclamava e dizia que a casa cheirava mal. "Se ficasse sujeira, eu não teria deixado ele aqui. Agora, temos uma vizinha nova que não reclama", declara.

"Costelinha" dá um gasto aproximado de R$ 500,00 para o casal, com as frutas e verduras que come. Quanto à ração, 4 kg por mês é o suficiente, segundo Milena. "Ele é louco por manga e até grita quando vê a fruta".

Galo tem Instagram

Um galo de estimação que já deu - e continua dando - o que falar. A começar pelo nome: "Bradpinto" (uma homenagem ao ator de Holywood, Brad Pitt. O final do nome é porque foi escolhido quando ele ainda era um pintinho.

Ele é o xodó da policial civil Elisandra Soares, que criou uma página no Instagram para o galo, com fotos e vídeos. Já são quase 300 publicações e ele conta com 177 seguidores.

Brad já foi tirado dela umas três vezes, por conta de reclamações de uma vizinha sobre o canto dele, mas Elisandra não desistiu. Certa vez, quando a fiscalização bateu em sua porta, ela teve que deixar o galo três meses na casa de sua mãe até a poeira baixar. "Eu só não fui multada porque cada vez que era notificada eu tirava o Brad de casa", lembra.

A "guerra" por causa do galo começou, segundo a dona, quando uma vizinha foi autuada por causa do corte de uma árvore que estava na calçada. "Neste dia eu cheguei em casa, vi que estavam cortando e fiquei muito brava, mas não cheguei a denunciar justamente porque tenho galo no quintal", explica.

"Porém, alguém denunciou e aí a vizinha passou a denunciar o Brad também. Aí começou a Guarda vir em casa. Eu levei e trouxe tantas vezes o Brad que acho que ela desistiu de reclamar", conta.

Brad, que gosta de cantar às 5h da manhã e está com três anos e meio, não é sozinho. Elisandra preparou "sete esposas" para ele. A primeira foi a galinha Angelina, mas tem a Edna, Clotilde, Tchuca, Juju, Maize e Salen.

Por outro lado elas têm mais uma serventia: elas acabam com os escorpiões que vêm do mato. Elisandra sempre registrou fotos e vídeos do galo - e das esposas. Tudo isso era postado em seu Instagram, mas, como começou a chamar a atenção ela criou um só para ele (bradpinto1).

Em um dos vídeos, que é de quando o Brad ficou na casa de sua mãe, Elisandra chega e chama o galo para perto de si. E não é que ele vai!

Amor à primeira vista

Elisandra Soares diz que adquiriu o galo certa vez, quando foi comprar ração para outras galinhas que tinha no quintal. Ao chegar à agropecuária mexeu com o galo que, segundo ela, era muito feio e parecia um pombo.

"Quando o vi na gaiola fui mexer com ele, que demonstrou ser dócil então o trouxe para casa", revela. Elisandra tem, ainda, cachorro e sete gatos.

Quando era pequeno e ainda não cantava, dormia numa caixinha dentro de casa. Cresceu e foi para um caixote. Porém, para não incomodar mais com seu canto a dona colocou umas caixas de ovos dentro para funcionar como acústica.

Brad é guardado às 18h e só sai de lá no dia seguinte, às 6h. O resto do dia ele passa solto no quintal.