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Fernando Haddad esteve em pré-campanha na cidade
Petista cumpriu extensa agenda em Piracicaba nesta quinta; Haddad condena Moro e defende Lula

Por Romualdo Cruz Filho

Professora Bebel, Haddad, e José Machado durante coletiva no Pintado na Brasa

Crédito: Mateus Medeiros

Professora Bebel, Haddad, e José Machado durante coletiva no Pintado na Brasa

“Moro já foi julgado pelo STF e a conduta de Dallagnol também deveria ser analisada, julgada e punida". A fala enfática do pré-candidato a governador pelo PT, Fernando Haddad, condenando o juiz Sérgio Moro e o procurador da República Deltan Dallagnol, fez parte de suas últimas palavras em coletiva ocorrida ontem no restaurante Pintado na Brasa, ao ser questionado se era ou não favorável à aprovação da PEC da Vingança, que reduziria o poder do Ministério Público nas investigações de crimes de colarinho branco.

Após a coletiva, foi servido almoço para cerca de 40 pessoas, incluindo jornalistas e convidados. Uma forma saborosa de cativar seus apoiadores e suavizar potenciais críticos. Fizeram parte da mesa com o pré-candidato, o ex-prefeito José Machado, que faz parte do grupo que está organizando o plano de governo de Haddad, e a deputada estadual do PT, Professora Bebel, também presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).

Haddad se demonstrou em linha com os argumentos da ala que defende Luis Inácio Lula da Silva e que não admite mea culpa a respeito dos seus crimes, apesar de todos os esquemas de corrupção levantados pela República de Curitiba durante a Operação Lava-Jato, com seu mentor condenado em segunda instância e preso. Apoiando-se na Expressão "democracia como valor", partiu para o ataque contra o governo Bolsonaro e seus filhos, vendo no presidente a figura que iria para o segundo turno no ano que vem contra Lula.

"Nenhum governo antes e depois de Lula e Dilma prestigiaram tanto o Ministério Público", insistiu Haddad. Ele disse também que as chances de uma terceira via nas eleições presidências são remotas. "A terceira via terá dez por cento do eleitorado, mas ela está muito dividida porque não se entende. Por isso acho que o segundo turno será entre Lula e Bolsonaro", melhores colocados nas pesquisas do momento.

O pré-candidato disse também que o PT é um partido de esquerda e o governo que liderou era de centro esquerda. Com esta explicação tentou elucidar sua fala recente a empresários, quando foi questionado sobre o posicionamento do seu partido. Com isso ele tentou minimizar a visão de que o PT seria um partido extremista. Ele mesmo deixou clara questão ao afirmar que "durante o governo Lula nunca os empresários ganharam tanto dinheiro".

Haddad defendeu o Programa Renda Mínima aos mais pobres e, novamente, o governo Lula, por criá-la e universalizar o assistencialismo. Aproveitou para defender um valor ainda maior do que vem sendo sugerido pelo governo e em discussão no Congresso Nacional, questão que está derrubando os mercados por estourar o teto de gastos, descontrolar as contas públicas e acelerar a inflação.

Na mesma linha de defesa, o pré-candidato defendeu o Pró-Uni e a ampliação do número de estudantes que tiveram acesso à universidade durante o governo de Lula. Sobre sua plataforma para São Paulo, defendeu o alinhamento dos projetos para que possam atender as particularidades e as demandas municipais.

Visitas e reuniões

Haddad esteve ontem na Associação Comercial e Industrial de Piracicaba (Acipi), onde se reuniu com membros da diretoria, passou pelo Sindicato dos Bancários e Lar dos Velhinhos. Após o almoço, fez uma visita à Câmara de Vereadores, onde faria uma reunião à noite, às 19h, com lideranças e a militância do PT e dos partidos aliados. No período da tarde teria ainda um encontro com educadores no Apeoesp.