Últimas Notícias
Legislativo
Ação indeferida
Vara da Fazenda indeferiu o pedido de tutela de urgência para o afastamento do vereador Cássio Luiz Barbosa

Por Larissa Souza

Cássio Luiz Barbosa disse que ainda não tinha conhecimento da decisão da 1ª Vara da Fazenda

Crédito: Guilherme Leite

Cássio Luiz Barbosa disse que ainda não tinha conhecimento da decisão da 1ª Vara da Fazenda

Vara da Fazenda indeferiu o pedido de tutela de urgência para o afastamento do vereador Cássio Luiz Barbosa, o Cássio Fala Pira. No documento, o juiz Wander Pereira Rossette Júnior diz que, antes de tomar uma decisão sobre o assunto, é necessário que o vereador preste esclarecimentos. “Somente após a resposta do réu será possível decidir sobre as questões envolvendo o afastamento requerido”, afirma o juiz. Sendo assim, ele dá o prazo de 15 dias para que Barbosa se manifeste por escrito.

O pedido foi feito pelo MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo) sob a acusação de que o vereador teria feito com que seus assessores para pagassem uma taxa mensal de R$750,00, referente às despesas de um espaço denominado escritório Fala Pira.

Na ação, a promotoria também afirma que Barbosa teria admitido uma funcionária de modo informal, e sem salário, com a promessa de futuramente contratá-la como assessora. Segundo o documento, como a funcionária não pagava a taxa mensal do escritório, o vereador decidiu nomear outra mulher como assessora, com a condição de que ela dividiria o salário com a funcionária, e cada uma pagaria metade da taxa.

Ainda de acordo com a ação civil, menos de um mês após sua contratação, a assessora teria assinado um documento, a pedido da funcionária, referente à divisão de salário. Porém, a assessoria teria se arrependido posteriormente, o que a fez relatar a situação para o chefe de gabinete do vereador. “Este, por sua vez, reportou o caso ao vereador Cássio Luiz Barbosa, que ficou extremamente irritado. Tal irritação se deveu ao fato de o réu ter pleno conhecimento da ilicitude da situação e por constatar que havia sido produzida uma prova documental dos atos de improbidade administrativa em foco” afirma o documento.

De acordo com a promotoria, após a situação, a assessora foi exonerada e a funcionária afastada do cargo.

Vereador responde a acusações

À Gazeta, Cássio Luiz Barbosa disse que ainda não tinha conhecimento da decisão da 1ª Vara da Fazenda. “Não chegou ao meu conhecimento através dos meus advogados, e não posso me pronunciar sobre o que não tenho conhecimento”.

Ele disse, ainda, que vem fazendo um trabalho sério, lutando contra a corrupção na cidade, o que, segundo ele, “atrapalha o sistema”.

“O juiz, melhor do que ninguém, entendeu que não tem nenhuma prova sobre algum ato ilícito”, falou. “Eu jamais faria um ato ilícito contra a população, essa mesma pela qual eu luto, há anos”, completou.

O vereador também disse que responderá, no tempo do processo. “E espero que, realmente, o sistema não possa continuar me perseguindo por atos que eu jamais cometi”, afirmou.