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Cuidados paliativos
HFC Saúde: um tratamento humanitário conhecido como Medicina do Amor

Por Da redação

Crédito: Divulgação

"Não podemos ser só técnicos, temos que ser humanos", diz enfermeira

Os cuidados paliativos estão presentes na rotina hospitalar do HFC Saúde, um jeito humano de assistir pacientes crônicos, com doenças que não tem cura. Dentro dos cuidados paliativos, a equipe cuida de pacientes que vão à óbito em horas, dias, até os pacientes que são acompanhados por vários anos.

"Em 2019 nós começamos com a Política de Cuidados Paliativos no HFC Saúde e desde o início nós trabalhamos com o atendimento integral desses pacientes, envolvendo a família e criando um vínculo entre paciente, família e hospital. A principal questão é a comunicação, é o paciente saber da condição dele, saber que alguns momentos ele vai precisar ser internado e que isso não significa fracasso, entender a condição dele como um paciente de doença crônica e ter um acolhimento humanizado", explicou o médico coordenador hospitalista, Dr. Rafael Amorim.

Desde agosto do ano passado, o paciente crônico Nilton Rufino recebe os cuidados paliativos no HFC Saúde e para ele esse tratamento fez toda diferença. Em 2020 ele precisou de 10 internações e com os cuidados paliativos esse ano, até agora foram somente duas internações rápidas. "Eu me sinto muito bem, eu não tenho o que reclamar. É uma família, eu sinto aconchego e carinho. O amor cura também", disse o paciente.

Acompanhado sempre da esposa, ela também notou diferença no tratamento do marido. "Tem tratamento, ser doente crônico não é o fim do paciente. Tem tratamento humanitário, paliativo para viver melhor. Meu marido mudou muito, até a maneira de viver, ele tem mais ânimo, ele gosta de vir para o médico, ganhou peso, passou a brincar com os netos. Ele se sente bem com a equipe de médicos e de enfermagem", disse ela.

O HFC Saúde tem um ambulatório de cuidados paliativos e conta com uma equipe conta com médicos, enfermeiros e psicólogos, além disso são realizadas conferências com as famílias. A enfermeira Cuidados Paliativos, Priscila de Fátima Sciorilli ressalta que a prática da enfermagem é muito próxima do paciente e da família.

"Você tem que conhecer esse paciente, conhecer a sua história, seus antecedentes para fazer uma indicação de paliação, sendo que esse paciente tem suas comorbidades e tem suas funcionalidades. Criamos um vínculo com o paciente e com a família e a partir desse momento são marcadas conferencias junto com os médicos e assim as famílias ficam mais tranquilas, porque entendem o cuidado necessário com esse paciente".

A equipe de enfermagem vai muito além. Ela faz o papel de escuta ativa e conhecimento. "Além de fazer os procedimentos necessários, temos que ser humana para poder entender e ser empática em relação ao que o paciente está sentindo. Não podemos ser só técnicos, temos que ser humana, olhar além para tratar individualmente todos os sintomas. Nossa missão é fazer que o tempo que resta da vida desse paciente seja bom e de qualidade e de preferência no convívio familiar", explicou a enfermeira.

O acompanhamento psicológico faz toda diferença. É preciso criar um vínculo de confiança para tirar o paciente e seus familiares do estado de desespero e de angustia. Mesmo que não seja um paciente em estado terminal, saber que um familiar tem uma doença crônica incurável não é fácil. "Eu não consigo curar a doença, mas eu consigo fazer ele se sentir bem, melhorar. O paciente é o foco, não a doença. Para ele, resolver os sintomas significa vida. Ele sai do desespero e do medo, e se sente acolhido, cuidado, diferente da ideia do abandono que não tem mais o que fazer por mim", explicou a psicóloga Rosemary Seguin.

Os familiares não querem ver o paciente sofrer. E o paliativo é isso, vem para tirar o paciente do sofrimento da dor. "A partir do momento que você oferece cuidado e ele vai se sentindo melhor, ele sai da dor de quem não sabe o que fazer. A família entende que o tempo vida que resta é importante, é preciso aproveitar. A família se prepara. Esse tempo fica mais significativo. Quando o paciente e a família entendem que estamos cuidando com amor, a gente consegue trazer o conforto que é a ausência do sofrimento. Os cuidados paliativos é a Medicina do Amor", disse a psicóloga.

Para o presidente do HFC Saúde, José Coral a humanização no atendimento é uma missão. "Cuidar com humanização exige que a equipe trabalhe com sensibilidade e atenta ao paciente, para oferecer qualidade e que ele possa aproveitar o convívio familiar".