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Confira pesquisa inédita do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CreciSP)

Por Da redação

Pesquisa foi feita pelo CreciSP com 45 imobiliárias e corretores

Crédito: Arquivo/Gazeta de Piracicaba

Pesquisa foi feita pelo CreciSP com 45 imobiliárias e corretores

Pense nos simples, que têm preço mais acessível, pelo menos 2 dormitórios e se localizam em bairros mais afastados dos centros urbanos". A recomendação é de José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CreciSP), aos investidores e incorporadores que planejem investir no mercado imobiliário da região de Piracicaba.

A dica parte da realidade evidenciada em pesquisa feita pelo CreciSP com 45 imobiliárias e corretores credenciados das cidades de Piracicaba, Limeira, Leme, Aguaí, Águas de São Pedro, Araras, Bofete, Capivari, Elias Fausto, Pirassununga e Rio Claro. "Os efeitos da pandemia no cenário econômico da região deverão perdurar ainda por um bom tempo, como em todo o País", argumenta Viana Neto.

Nesses 11 municípios, a apuração feita em agosto apontou que 72,22% das casas e apartamentos vendidos tinham preço médio de até R$ 200 mil e que 46,43% deles eram de bairros de periferia. A maioria - 55% - era de padrão construtivo mais simples, standard. Outros 40% eram de padrão médio e apenas 5% do segmento de luxo. Os compradores preferiram as casas (52,38%) aos apartamentos (47,62%).

A pesquisa CreciSP também mostrou que os financiamentos bancários não foram a forma dominante de venda: somaram 37,03% em um universo de contratos em que os próprios donos dos imóveis financiaram 33,33% dos compradores e em que outros 29,63% foram pagos à vista. Não se registrou venda por consórcio. "Essa preponderância de negócios feitos à vista e a prazo diretamente com os proprietários, que chegou a 62,96% do total vendido, só foi possível por causa do valor relativamente baixo dos imóveis", avalia Viana Neto.

Expectativas de venda

A outra sinalização que o presidente do CreciSP vê na pesquisa é que nessas 11 cidades os interessados ou necessitados de vender casa ou apartamento devem prestar atenção ao preço dominante nas vendas de agosto. "Quem tem imóvel para vender nessas regiões, e a urgência de fazer dinheiro, deve ajustar suas expectativas de preços caso sua propriedade tenha características semelhantes às das negociadas pelas imobiliárias consultadas", recomenda Viana Neto.

Foram esses imóveis de mais baixo preço que deram um respiro ao mercado de usados em Agosto em Piracicaba e demais cidades, com ligeira alta de 0,34% sobre as vendas de Julho. "Um respiro até considerável quando se leva em conta que o número de locações caiu 35,08% nesse mesmo período", pondera o presidente do CreciSP.

O outro sustentáculo das vendas mencionado pelo presidente do CreciSP é o perfil econômico das principais cidades que compuseram a pesquisa, como Piracicaba, Limeira e Rio Claro. "Grande centro agroindustrial do Estado de São Paulo, Piracicaba tem um PIB estimado de R$ 26,42 bilhões e per capita de R$ 68.599,00 para uma população de 391 mil habitantes, segundo dados da Função Seade e do IBGE. É também sede de um importante campus da USP", afirma.

Limeira, outro centro industrial importante, com 297 mil habitantes, tem PIB estimado de R$ 13,19 bilhões e per capita de R$ 45.101,00. Já Rio Claro, com 202 mil moradores, ostenta um PIB de R$ 9,79 bilhões e per capita de R$ 49.412,00 e sedia um campus importante da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Locação teve queda

Nas 11 cidades pesquisadas pelo CreciSP na região de Piracicaba, o número de novas locações contratadas em Agosto foi 35,08% menor que o de Julho. As 45 imobiliárias e corretores consultados reportaram que as casas e apartamentos com aluguel mensal de até R$ 1.000,00 concentraram 61,54% dos contratos assinados.

Assim como aconteceu no mercado de compra e venda, a preferência dos novos inquilinos recaiu sobre os imóveis de bairros de periferia, com 56,76%. As demais se distribuíram entre bairros de áreas nobres e centrais, ambos com 21,62%. A maioria, 60,61%, era de padrão construtivo médio; outros 33,33% eram do padrão standard e 6,06% do padrão luxo.

Todos os apartamentos alugados em Agosto pelas imobiliárias consultadas tinham 2 dormitórios, uma vaga de garagem e entre 51 e 100 metros quadrados de área útil. As novas locações de casas dividiram-se entre as de 2 dormitórios (45,45%), um dormitório (36,36%) e 3 dormitórios (18,18%). A maioria tinha 2 vagas de garagem (45,45%). Houve uma divisão igualitária entre as residências de até 50 metros quadrados e as de 51 até 100 metros, com 45,45% de participação cada. As de 101 a 200 metros quadrados somaram 9,09%.