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Rifa de quadro
Apoio à história
Recursos arrecadados e doados ao IHGP serão utilizados para custear algumas atividades

Por Romualdo Cruz Filho

Ganhador receberá o documento de autenticidade assinado por Palmiro Romani

Crédito: Divulgação

Ganhador receberá o documento de autenticidade assinado por Palmiro Romani

Amigos do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba (IHGP) se unem e rifam um quadro doado pelo artista plástico Palmiro Romani ‘Contemplação Extática’ para ajudar a instituição. Os recursos arrecadados e doados ao IHGP serão utilizados para custear algumas atividades, como lançamento de livros, manutenção da sede da entidade, aquisição de materiais necessários para o dia a dia e contratação de mão de obra para serviços especializados.

“Recebemos uma subvenção da prefeitura e algumas doações esporádicas de colaboradores anônimos, pequenos mecenas, que fazem a diferença, mas não é o suficiente para dar conta dos gatos de custeio”, explicou o presidente do IHGP, Pedro Vicente Ometto Maurano. Para ele, trata-se de uma iniciativa excelente, que envolve os associados e desperta a sociedade sobre a importância do instituto e suas dificuldades.

“Iniciativa dessa natureza só nos estimulam a dar sequência ao trabalho de divulgação e preservação do patrimônio histórico e cultural da nossa cidade. É um recurso extra de pequeno alcance, mas fundamental para o momento que estamos enfrentando”, afirmou. Segundo Maurano, quase a totalidade do subsídio oficial do município deve ser gasto com a publicação de livros e pouco sobra para o custeio da instituição, que acaba de completar 54 anos de existência.

A rifa, com quatro números cada, custa R$50,00 e pode ser adquirida pelos fones 19 97140-1872 e 19 34348811, com a Rafaela. O sorteio pela Loteria Federal será no primeiro final de semana após a venda total dos números e o desempenho das vendas pode ser acompanhado pelo número de WhatsApp acima. A obra, já emoldurada, mede 1,40cm por 1,70 centímetro e tem o valor definido pelo artista de R$ 10 mil. O ganhador receberá o documento de autenticidade assinado por Palmiro Romani.

Sobre a obra

Palmiro Romani explica que sua obra foi desenvolvida com técnica mista, envolvendo tecnologia e paleta tradicional.

“Eu crio cada pincelada com uma tinta específica, de acordo com o meu objetivo. Essas pinceladas nascem como se eu estivesse iniciando uma obra com técnica convencional, uma pintura física, com tinta na paleta e pincel na tela. Mas a textura é escaneada e vai para o computador, onde é replicada, cobrindo digitalmente cada área escolhida. Esse processo minucioso permite uma infinidade de experimentos, com detalhes ousados e combinações com elementos diferentes e provocadores. Após a construção da obra, ela é plotada e se tem a tela”. Segundo ele, o trabalho é demorado e sua técnica é exclusiva. “Demorei décadas para chegar a essa proposta, porque é uma busca que me acompanha desde que me conheço como artista”, concluiu

Entrevistas com fundadores

Um segundo movimento do IHGP está sendo a série de entrevistas com personalidades que participaram da criação do instituto, que podem ser acessadas pelo canal do YouTube da entidade. Já deram seus depoimentos, a historiadora e Marly Therezinha Germano Perecin, o advogado Antonio Messias Galdino e o professor Geraldo Claret de Mello Ayres.

Claret e Marly foram presidentes do IHGP. O primeiro, de 1982 a 1984. A segunda, de1988 a 1989. Galdino, por ter atuado como político profissional ao longo de sua vida, participou apenas em cargos de diretoria. O próximo a ser entrevistado será o Frederico Alberto Blaauw, advogado que participou do Departamento Municipal de Cultura (DMC) durante a gestão de Luciano Guidotti. O DCM, composto também por Walter Ramos Jardim e Francisco Silva Caldeira, foi o responsável pelos primeiros movimentos oficiais de criação do IHGP, em 1967.

O IHGP inicia ainda uma série de entrevistas esparsas que possam servir de documento para pesquisas futuras, como por exemplo, a conversa recente com o médico infectologista Tufi Chalita, sobre a pandemia e seus efeitos em Piracicaba. O especialista faz um apanhado histórico de tudo o que aconteceu no Brasil e no mundo desde o início do processo, em março de 2020, bem como o empenho das autoridades no combate do novo coronavírus e da Covid-19.