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Casa do Bom Menino
Acolher os menores
Entidade atende atualmente 92 crianças e adolescentes, sendo 55 meninos e 37 meninas

Por Ana Cristina Andrade

É possível ajudar a Casa do Bom Menino por meio de doações

Crédito: Mateus Medeiros

É possível ajudar a Casa do Bom Menino por meio de doações

No ano que vem, a Casa do Bom Menino vai completar 60 anos. Referência em acolhimento institucional, a entidade piracicabana sem fins lucrativos atende atualmente 92 crianças e adolescentes, sendo 55 meninos e 37 meninas.

A Casa conta com três projetos: "Apadrinhamento Afetivo", via chancela do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Fumdeca); "Nós no Mundo" e "FloreSer" através de voluntários e também de parcerias com segmentos privados.

Na terça-feira, Dia das Crianças, a Caso do Bom Menino vai comemorar a data, em parceria com voluntários e empresas, recebendo doações de brinquedos, roupas, sapatos, alimentos e produtos de higiene pessoal. As doações serão destinadas para as suas oito Casas Lar, Acolhimento Emergencial e Centro Educacional Infantil (CEI).

A entidade é presidida por Guilherme Mônaco de Mello, sendo o vice-presidente Marco Antonio Guidotti; secretário Daniel Vinicius Lamana; tesoureiro Juney Micael Ulisses Dionísio. A coordenadora de projetos é Amanda Rosolem Bueno.

Segundo Amanda, as crianças e adolescentes recebidos pela Casa do Bom Menino são direcionados ao Acolhimento Institucional. Isso ocorre no momento em que a rede de proteção socioassistencial e o Poder Judiciário constatam que seus cuidadores legais não estão desempenhando os cuidados e garantindo seus direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), através da Lei nº 8.069 de julho/1990. "Ressalta-se que a Casa do Bom Menino atende crianças e adolescentes de ambos os sexos, com faixa etária de zero a 17 anos e 11 meses de idade", disse ela.

Desde 2015 as crianças e adolescentes residem em Casas Lar. A Casa do Bom Menino conta, atualmente, com oito Casas Lar distribuídas no município, sendo que, cada Casa Lar tem capacidade de acolher 10 crianças e/ou adolescentes, de ambos os sexos e diversas faixas etárias. "A rotina diária é constituída por todas as atividades que cada um deles possui, ou seja, escola, esporte, cursos, lazer etc. Além das Casas Lar, na sede da instituição há o CEI que acolhe crianças de zero a 12 anos", explicou Amanda.

Como ajudar?

É possível ajudar a Casa do Bom Menino por meio de doações em dinheiro (teledoações e outros meios de pagamentos), alimentos, itens de higiene pessoal e limpeza, vestuários em geral para crianças e adolescentes de 0 a 17 anos e 11 meses. A instituição possui repasse financeiro municipal porém, dentro deste fomento, existe uma porcentagem federal e estadual também.

A instituição conta com os dirigentes, a equipe de telemarketing; administrativo; recursos humanos; financeiro; coordenação de projetos; equipe técnica dos projetos; serviços gerais e de limpeza.

Dentro de cada Casa Lar existem educadores sociais que atuam em escalas de trabalho e uma educadora residente. A cada duas Casas Lar existem uma coordenação e uma equipe técnica composta por um profissional do Serviço Social e da Psicologia.

A sede da Casa do Bom Menino fica na rua Machado de Assis - 593. O telefone é o 3401-2199, site www.cdbm.org.br.

Sonho é ser psicóloga

Maria (nome fictício) tem 11 anos de idade. Ela está na Casa do Bom Menino há dois anos. "Estou feliz aqui. Posso confiar na instituição para me ajudar realizar os meus sonhos", afirmou ela à Gazeta.

No início, conta Maria, se sentiu insegura. "Cheguei com nove anos de idade. Me senti com medo, mas fui bem recebida por todos e me senti amada", afirmou.

A menina conta que tem vários planos. "Quero estudar para conseguir um emprego e realizar o meu sonho de ser psicóloga", disse.

Maria conta que gosta de brincar de esconde-esconde, pega-pega, futebol e mexer com internet. Ela disse que fez muitas amizades e que as levarão "para a vida toda". A entidade não revela os motivos que levam as crianças a serem acolhidas.