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Alimentação escolar
Ex-merendeiras da Nutriplus assinam rescisão
Cerca de 80 funcionárias foram até a empresa nesta sexta-feira para assinar o documento e entregar seus uniformes

Por Larissa Souza

Momento foi marcado por tumulto

Crédito: Mateus Medeiros

Momento foi marcado por tumulto

As merendeiras que trabalhavam para a Nutriplus assinaram a rescisão contratual da empresa ontem. O momento foi marcado por tumulto, provocado pela entrega, por parte da Nutriplus, de tickets de alimentação vazios. "Acharam que o ticket tava com o valor, mas quando entraram no aplicativo viram que estava 0,0", contou Valderez Pereira da Silva, uma das ex-funcionárias.

Ontem, foi o último dia de trabalho da Nutriplus em Piracicaba. A prefeitura firmou um novo contrato emergencial com a empresa Della Fattoria Refeições, com o valor de RS 20.773.927,50, para que ela forneça alimentação para as escolas durante 180 dias.

Cerca de 80 funcionárias foram até a empresa nesta sexta-feira para assinar o documento e entregar seus uniformes. Durante a assinatura da rescisão, uma das mulheres que estava aguardando do lado de fora da sede da Nutriplus passou mal e foi socorrida pela Guarda Civil.

De acordo com Valderez, a empresa também está devendo o pagamento de um salário e sete dias para a equipe que atuava na rede com contrato intermitente.

Ela contou à Gazeta que a Nutriplus prometeu que pagará o ticket de alimentação até o dia 15 e os salários atrasados até dia 20. "Se não cair dia 20, vamos à prefeitura", falou.

Ainda segundo a merendeira, se a empresa não realizar o pagamento das pendências até os dias estabelecidos, um grupo de funcionárias abrirá um processo coletivo contra a prefeitura e a Nutriplus.

CPI da Merenda

Ainda ontem, em uma oitiva da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Merenda, da Câmara, um executivo da Nutriplus afirmou que a empresa irá sanar suas dívidas trabalhistas com as merendeiras até novembro.

Outros dois executivos da Nutriplus também foram convocados pela CPI e responderam, separadamente, a questionamentos sobre as empresas "quarteirizadas", que contratavam e pagavam os funcionários que eram fornecidos para as escolas de Piracicaba.

Um deles disse que não teve contato com os funcionários da empresa; já o outro, afirmou que os conhecia, e disse, ainda, que foi sócio de duas dessas empresas.