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Zona Azul
Com fim do contrato, 31 pessoas vão perder emprego
Prefeitura ainda não sabe informar de que forma será feito o controle das vagas de estacionamento das áreas comerciais

Por Larissa Souza

A rescisão do contrato foi publicada no Diário Oficial da última sexta-feira

Crédito: Mateus Medeiros

A rescisão do contrato foi publicada no Diário Oficial da última sexta-feira

A suspensão do contrato entre a prefeitura e a Hora Park, que era responsável pela Zona Azul na cidade, provocará a demissão de 31 funcionários, 17 agentes de trânsito. A rescisão do contrato foi publicada no Diário Oficial da última sexta-feira (24) e entrou em vigor ontem, suspendendo a cobrança do serviço. Com a medida, a prefeitura acata a Recomendação Administrativa feita pelo Ministério Público.

No momento, o serviço da Zona Azul está paralisado na cidade, medida vista como benéfica por grande parte dos comerciantes, visto que a antiga empresa, que prestou serviços em Piracicaba durante um pouco mais de 10 anos, sempre foi alvo de muitas críticas dos usuários.

Larissa Tozelli, gerente de uma loja de produtos para celular, contou à Gazeta que seus clientes sempre fizeram muitas críticas à Zona Azul. “Eles sempre vinham preocupados porque tinham que sair correndo para pôr o comprovante da zona azul”, conta.

A supervisora de uma loja de roupas, Giovana Oliveira, disse que havia pessoas que optavam por estacionar em outras ruas para não pagar o serviço. “A maioria reclamava. Muitos apareciam na loja com pressa”, falou.

A vendedora Elenice Belfante se lembrou de outros problemas que afetavam os usuários. De acordo com ela, muitas vezes, as máquinas apresentavam defeitos e os clientes precisavam andar pelo Centro para procurar um equipamento que estivesse funcionando. “Para eles não era vantagem”. Segundo ela, os clientes também tinham dificuldades para adquirir moedas para colocar no parquímetro. “Nem todo mundo tem facilidade com cartão”, conta.

Já a proprietária de uma loja de eletrônicos, Dayane Romero Alves, apesar de não gostar da Zona Azul, acredita que a falta de cobrança pode fazer com que todos os funcionários passem a utilizar as vagas em frente às lojas e os clientes fiquem sem espaço. “Melhor pagar e ter acesso do que não pagar e não ter”, contou.

Fiscalização

A prefeitura ainda não sabe informar de que forma será feito o controle das vagas de estacionamento das áreas comerciais, bem como sobre o meio que será utilizado para estornar o pagamento dos usuários que utilizaram a Zona Azul depois do dia 22 ou que compraram o tíquete antecipadamente.