Últimas Notícias
Rede municipal
Trinta unidades atuam no combate ao tabagismo
Interessada deve procurar sua unidade de saúde de referência – no bairro onde mora – e solicitar adesão

Por Da redação

Na USF IAA 1, médico Giovanni Libaratti fez palestra durante encontro

Crédito: Divulgação

Na USF IAA 1, médico Giovanni Libaratti fez palestra durante encontro

O tabagismo é uma doença crônica de dependência química da nicotina, presente no tabaco, e faz parte do grupo de transtornos mentais e comportamentais pelo uso de substância psicoativa. Neste sentido, a Secretaria de Saúde mantém 30 Centros de Referência de Atendimento a Tabaco, Álcool e Outras Drogas (Cratod), onde 11 deles foram credenciados neste mês.

Segundo a coordenação do programa antitabagismo na cidade, para ter acesso ao serviço a pessoa interessada deve procurar sua unidade de saúde de referência – no bairro onde mora – e solicitar adesão à enfermeira responsável pela unidade. O programa oferece atendimento individual ou em grupo. Aos pacientes atendidos pelo programa e que necessitam de tratamento com medicamentos, a Secretaria de Saúde disponibiliza de forma gratuita por orientação médica nas farmácias municipais.

“Nossa intenção é ampliar ainda mais o acesso das pessoas que têm o interesse em abandonar o vício, principalmente do tabagismo. Estes centros estão preparados, com equipe capacitada para atender todos os piracicabanos que estejam dispostos a isso”, lembrou Filemon Silvano, secretário de Saúde.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabaco causa diferentes tipos de inflamação e prejudica os mecanismos de defesa do organismo. Fumantes têm um risco de duas a quatro vezes maior de contrair doença pulmonar pneumocócica invasiva, associada à alta mortalidade. Além disso, o risco de Influenza (gripe) é duas vezes mais alto e mais grave em tabagistas, em comparação aos não fumantes.

No caso da tuberculose, fumantes têm duas vezes mais chance de contrair a infecção, sendo quatro vezes maior o risco de óbito. Além disso, o tabagismo aumenta, e muito, o risco de câncer de boca, um dos tipos mais comuns entre fumantes - 70% das pessoas com câncer de boca fumam, conforme revela estudos divulgados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA).