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Campestre em audiência pública
um dos problemas no bairro é a falta de manutenção do sistema de esgoto, água e de energia do bairro, diz morador

Por Larissa Souza

Outra situação citada é o intenso tráfego de carros pela avenida Laranjal Paulista

Crédito: Christiano Diehl Neto

Outra situação citada é o intenso tráfego de carros pela avenida Laranjal Paulista

As demandas relacionadas à infraestrutura do Campestre serão tema de audiência pública da Câmara, que será realizada no próximo dia 28, a partir das 14h. Moradores acreditam que o bairro necessita de modificações para atender toda a população que reside na região. "Nosso bairro está entrando em colapso", diz um dos moradores sobre a atual situação. De acordo com ele, a quantidade de pessoas que residem no bairro aumentou consideravelmente e em um curto período de tempo, e a infraestrutura não acompanhou essas mudanças.

De acordo com esse morador, um dos problemas enfrentados por eles é a falta de manutenção do sistema de esgoto, água e de energia do bairro. Segundo ele, a falta de estrutura provoca o entupimento do esgoto algumas vezes. "Estou com cinco protocolos do Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto) e eles vêm, olham e não fazem nada", comentou.

Outra situação citada é o intenso tráfego de carros pela avenida Laranjal Paulista, principalmente no horário de pico, que prejudicam a passagem pelo trecho. O ponto mais crítico é o cruzamento entre essa avenida e a rodovia Cornélio Pires. Ele já chegou a ficar 40 minutos esperando para conseguir passar pela rotatória.

Os moradores também criticam o número elevado de lombadas na rua. Em um trecho de três quilômetros há 10 lombadas. Outra questão levantada por eles é em relação a um projeto de ciclovia da Prefeitura de Piracicaba. Moradores e comerciantes estão descontentes com a proposta de instalação da ciclovia, em toda a extensão da avenida. "Um presente de grego", comentou uma das moradoras.

Com o projeto atual, as ciclovias ocuparão parte das vagas de estacionamento, o que prejudicará os estabelecimentos comerciais do bairro. Eles também alegam que, no momento, a rua não tem condições de receber essa ciclovia, já que há um intenso tráfego de veículos. "Esse movimento que estamos fazendo tem o objetivo de despertar para a necessidade de mudanças na estrutura para que seja possível o crescimento do bairro Campestre", disse um dos moradores. Além disso, o bairro enfrenta problemas em relação ao abastecimento de água e à segurança.

O descontentamento dos moradores e comerciantes em relação ao projeto da ciclovia já foi manifestado em reunião realizada na última quarta-feira, no Centro Comunitário. Eles também se lembraram de antigas reivindicações, até hoje não atendidas, como a instalação de asfalto no prolongamento da avenida e na estrada Fazenda Dona Antonia, a reconstrução das lombadas, e o mais importante, segundo eles, a interligação com a rodovia Cornélio Pires, como rota alternativa de escoamento do trânsito.

Na audiência, devem participar os secretários municipais de Obras, Trânsito, Transportes e Mobilidade Urbana, e Governo; o presidente do IPPLAP (Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba); o Procurador geral do Município; e representantes da CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) Paulista. A convocação é dos vereadores André Bandeira (PSDB) e Ana Pavão (PL), com apoio do vereador Pedro Kawai (PSDB) e do presidente da Câmara, Gilmar Rotta (Cidadania). O evento será transmitido ao vivo pelos canais de comunicação da Câmara de Vereadores, e não permitirá a presença de público, em razão das medidas de prevenção à Covid-19.