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Balança comercial
Entre janeiro e agosto, exportações crescem 23,2%
Embora ainda haja déficit da balança, exportações cresceram, pondera o Ciesp-Piracicaba

Por José Ricardo Ferreira

O jogo ainda está favorável às importações para Piracicaba

Crédito: REUTERS/Nacho Doce

O jogo ainda está favorável às importações para Piracicaba

No duelo da balança comercial piracicabana, o jogo ainda está favorável às importações. Já as exportações estão com fôlego e mostram bom desempenho, segundo dados do Ciesp-Piracicaba (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).

No período entre janeiro e agosto de 2021 houve um crescimento de 23,2% nas exportações em relação ao mesmo período de 2020. Em termos de valores, Piracicaba exportou US$ 1.335,6 bilhão entre janeiro e agosto de 2021 contra US$ 1.084,3 bilhão na mesma fase em 2020.

A importações entre janeiro e agosto de 2021 ante janeiro a agosto de 2020 também cresceram: + 55%. Já os valores nos períodos foram de US$ 1.774,8 bilhão em 2021 e 1.145,2 bi em 2020.

Na ponta do lápis o déficit da balança, porém, persiste: no período analisado de ambos os anos a cidade importou US$ 1.774,2 bi e exportou US$ 1.335,6 bi, isto é, compramos mais e vendemos menos US$ 439 milhões.

O gerente regional do Ciesp-Piracicaba, Homero Scarso, entende que dificilmente haverá um superávit esse ano da balança, mas lembra que o ritmo de exportações está muito bom, pois o dólar valorizado impulsiona as vendas externas. A pandemia do novo coronavírus fez estragos comerciais no mundo todo em 2020. Por isso, houve uma “demanda reprimida” que está se soltando em 2021.

Os principais produtos exportados foram máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (66,5%), açúcares e produtos de confeitaria (7,2%) e produtos químicos orgânicos (7,1%).

Em relação às importações também houve redução das compras dos parceiros comerciais em 2020 devido à Covid-19. Esse ano, porém, o comércio internacional está reagindo devido ao recuo da pandemia.

As importações da regional se concentraram em máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (44,5%), veículos automóveis, tratores (15,9%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (12,3%).

A característica de Piracicaba são os produtos de alto valor agregado tanto para vender como para comprar. Por exemplo, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos têm alto valor tanto para exportar como para importar.

Homero citou que o item “veículos automóveis, tratores” teve crescimento de 289,2% nas exportações em 2021 em relação ao mesmo período de 2020. “É o dólar competitivo que deixa nossos produtos mais baratos para a venda no exterior”.

O gerente do Ciesp ainda disse que a diferença entre compras e vendas externas na regional também ocorre porque o empresário compra insumos de fora para fabricar seus produtos e exportá-los. O Brasil não possui todas as matérias primas, então é preciso “importar para exportar”, resume Homero.

No período analisado, os principais destinos das exportações de Piracicaba foram Estados Unidos (33,3%), Colômbia (4,9%) e Canadá (4,9%). Por sua vez, as compras da regional tiveram como principais origens Estados Unidos (28,7%), Coreia do Sul (27,3%) e China (13%).

Homero salientou ainda que os EUA se tornaram também nossos principais importadores, ganhando um posto antes ocupado pela Coreia do Sul. Isso porque Piracicaba estaria com boa oferta de produtos almejados pelos estadunidenses.

RMP

Na Região Metropolitana de Piracicaba, composta por 24 cidades, Limeira (2ª maior cidade da RMP) apresentou superávit da balança (+ US$ 138,8 milhões) resultado de US$ 509,7 milhões de exportações e US$ 370,9 milhões de importações no período. Rio Claro também seguiu o mesmo ritmo: US$ 394,5 milhões e US$ 310,1 milhões, respectivamente, tendo um superávit de US$ 84,4 milhões.