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Armazém 14 A, possível nova casa da Pinacoteca
Titular da Semac disse à Gazeta que serão tomadas algumas medidas para a transferência futura do acervo

Por Da redação

O novo endereço da Pinacoteca deve ser o armazém 14 A

Crédito: Mateus Medeiros

O novo endereço da Pinacoteca deve ser o armazém 14 A

O titular da Secretaria Municipal de Ação Cultural (Semac), Adolpho Queiroz, disse ontem que o questionamento do vereador Laércio Trevisan sobre a legalidade do tombamento da Pinacoteca Municipal "Miguel Dutra" causou surpresa até mesmo em quem atua internamente no Codepac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural).

Em requerimento aprovado pelos vereadores, quinta-feira (9), Trevisan pede a revisão do tombamento da Casa de Artes, feito pelo Codepac. O parlamentar afirma que não há registro de averbação do imóvel. Em sua opinião, o tombamento viola a Constituição Federal e "é um ato ilegal".

O secretário Queiroz informou que, nesta segunda-feira, vai se reunir com o procurador-geral da prefeitura, Fábio Dionísio, para definir "quais os passos serão dados daqui por diante sobre o assunto". "Creio que a atitude do vereador Trevisan foi corajosa e necessária quando vivemos um período de tantas mentiras veiculadas pelas redes sociais acerca do projeto de mudança da Pinacoteca para o Engenho Central", afirmou.

Essa proposta do Executivo enfrenta resistência de grupos que se posicionam contra, realizando diversas ações, entre elas o abraço simbólico no prédio, no dia 28 de agosto.

O novo endereço da Pinacoteca deve ser o armazém 14 A, localizado no Parque do Engenho Central. Outrora, o espaço foi utilizado para estocar açúcar da antiga usina e, segundo Queiroz, não apresenta problemas estruturais. Em 2010, foi requalificado para receber exposições.

Para a instalação da Pinacoteca no edifício serão necessários pequenos reparos e o Ipplap (Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba) já trabalha na elaboração de um projeto para a execução de obras, que contará com intervenção física. Assim que o projeto ficar pronto, o secretário vai encaminhá-lo ao Codepac e Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístco e Turístico do Estado de São Paulo, com pedido de autorização para execução.

Adolpho Queiroz observa que o tombamento pelo Codepac, do atual prédio da Pinacoteca, ocorreu por meio de decreto em fevereiro de 2007. "O acervo artístico municipal não está incluído neste tombamento, que contempla apenas o edifício", afirmou. São 922 obras catalogadas pela sua secretaria.

Ele diz que o acervo artístico apresenta gravíssimo estado de contaminação devido ao mofo que se instalou nas paredes do edifício em função de infiltrações. Segundo Queiroz, a falta de conservação ao longo dos anos resultou, entre outros problemas, em infiltração no próprio solo e de águas da chuva, que se agrava com as folhas que se acumulam na cobertura do edifício, provenientes das árvores da praça Almeida Junior.

O secretário disse à Gazeta que para a transferência futura do acervo da Pinacoteca serão tomadas algumas medidas, como a contratação de empresa especializada em embalagem e transporte de obras de arte, com capacitação técnica e profissional atestada.