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Rio das Pedras
Cemitério é alvo de furtos
Um trecho do cemitério está sem muro, apenas com um tapume, o que facilitaria a entrada para furtos durante a noite

Por José Ricardo Ferreira

Ladrões levam bronzes dos túmulos e até pedras de granito das sepulturas

Crédito: Divulgação

Ladrões levam bronzes dos túmulos e até pedras de granito das sepulturas

Furtos de vasos de bronze, placas, crucifixos, adereços com pedras de granito e outros objetos estariam ocorrendo no Cemitério Municipal de Rio das Pedras, na região central da cidade, nos últimos anos. Um dos problemas é que um trecho do cemitério está sem muro, apenas com um tapume, o que facilitaria a entrada para furtos durante a noite.

A Gazeta buscou ouvir a Prefeitura entre 15h e 17h de ontem, mas o responsável pela administração do cemitério não foi encontrado por telefone. São cerca de 2,7 mil sepulturas no local.

A psicóloga Rita de Cássia Furlan conta que nos últimos dois anos foram gastos aproximadamente R$ 13 mil para reparar danos por vandalismo e furtos nas sepulturas de seus familiares. As perdas, disse ela ontem, “não são apenas emocionais”.

Há 15 dias furtaram um vaso de bronze sobre o túmulo onde está sepultada sua mãe há pouco mais de um ano e meio.

De acordo com Rita, os ladrões levam os bronzes dos túmulos e até pedras de granito das sepulturas. “Nenhuma providência é tomada”, desabafou.

Rita disse que o muro que circunda o cemitério é muto baixo e isso facilita o acesso de ladrões e vândalos. O tapume, na entrada, não consegue evitar o acesso durante a noite de pessoas com má intenção. “Qualquer um entra”.

“O túmulo onde está o corpo da minha mãe já foi alvo de dois furtos. E nada é feito". Além do corpo da mãe há tios e avós sepultados no cemitério desde 1940.

Rita contou que já abriu boletim de ocorrência, mas não encontraram os ladrões e nem os receptadores do material furtado.

Outra queixa dela é que estão erguendo sepulturas nas calçadas e até nas ruas do cemitério. “Constroem túmulos no meio da rua”, disse.

Ela contou ainda que os donos das sepulturas não podem se ausentar por muito tempo, pois correm o risco de chegar no cemitério e ficar sabendo “que o jazigo foi vendido”.

Para Rita, o cemitério está abandonado e é urgente que ser tome providência para o local ter mais segurança e obras.

Outra moradora da cidade, que preferiu não se identificar, disse que os familiares desistiram de enfeitar as sepulturas porque é colocar vasos e serem furtados.

“Só vou em datas especiais no cemitério. Tenho medo de passar pela pracinha, já que ali ficam muitos ‘nóias’”, disse ela se referindo à praça em frente ao cemitério e que seria frequentada por usuários de drogas.

A Polícia Civil informou que não tem registrado boletins de ocorrência (B.O.) por furtos no cemitério. A Polícia Militar também não tem sido acionada para tentar flagrantes. A orientação é que se houver furtos abrir o B.O. para que a PM possa organizar rondas pelas redondezas.