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Ocupação artística
Movimento pela permanência da Pinacoteca realiza novo ato na praça Almeida Júnior

Por Larissa Souza

Grupo acredita que a transferência da pinacoteca será prejudicial para o acervo

Crédito: Mateus Medeiros

Grupo acredita que a transferência da pinacoteca será prejudicial para o acervo

Grupo de artistas que defende a permanência da Pinacoteca Municipal “Miguel Dutra” em seu prédio atual realizou uma “Ocupação Artística” na praça Almeida Júnior, na tarde de ontem. De acordo com a Semac (Secretaria Municipal de Ação Cultural), a Casa de Artes deve ser transferida para um dos barracões do Engenho Central. Com a mudança, o prédio da pinacoteca, localizado na rua Moraes Barros, 933, passará a ser utilizado como sede da Polícia Federal.

Com aproximadamente 20 artistas, o movimento ocupou a praça com pinturas, gravuras, e outras manifestações artísticas.

O grupo acredita que a transferência da pinacoteca será prejudicial para o acervo e também para o desenvolvimento das atividades da Casa de Artes. “A pinacoteca faz parte do patrimônio histórico e artístico da cidade e, perdê-lo, é também perder parte de nossa identidade”, disse o artista Tony Azevedo.

Carlos Valério, membro do grupo Caipiras do Plein Air, também defende a permanência da pinacoteca e, além disso, a realização de manutenção em sua estrutura. “Nós não tivemos o caso de São Paulo que pegou fogo no Museu da Língua Portuguesa e foi restaurado? Quantos incentivos fiscais, de inúmeras empresas, que geram orçamento de quase R$ 2 bilhões anuais para Piracicaba, não poderiam contribuir com essa reforma?”, questionou Valério.

O artista, que também é engenheiro químico, preocupa-se com a possibilidade de degradação das cerca de 900 obras do acervo da pinacoteca. Segundo ele, no período de estiagem, parte da água e poluição do rio é vaporizada, criando um ar contaminado que paira pelo Engenho Central. “Para você adequar uma sala de preservação no engenho, certamente ela custará 10 vezes mais do que fazer uma sala para o acervo aqui (em seu prédio atual)”, falou.

Caso o prédio não possa ser mantido, o grupo pede que a prefeitura apresente um projeto técnico que assegure a transferência do acervo. “A gente cobra essa transparência. Precisamos saber como será feita e o que vai acontecer se realmente tivermos que perder esse espaço”, disse Bruna Caritá, proprietária da escola Bauhaus.