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Facção crimonosa
Suspeitos de ataque em Araçatuba são presos em Piracicaba
Os dois homens, com 24 e 41 anos, estão internados na Santa Casa de Piracicaba sob escolta da Polícia Militar

Por Ana Cristina Andrade

Presos são conduzidos à sede da Deic, entre eles, um envolvido no ataque de Araçatuba

Crédito: Divulgação

Presos são conduzidos à sede da Deic, entre eles, um envolvido no ataque de Araçatuba

Dois homens, com 24 e 41 anos, suspeitos de estarem envolvidos no ataque a agências bancárias de Araçatuba, interior paulista, na madrugada de segunda-feira (30), estão internados na Santa Casa de Piracicaba sob escolta da Polícia Militar.

Os dois vinham sendo procurados - um pela Justiça de Caraguatatuba, por falsificação de documento público, e outro pelo poder judiciário de Campinas pelo crime de roubo.

O homem de 41 anos precisou passar por uma cirurgia no abdômen e está internado na Unidade de Terapia Intensiva. Ele foi descoberto após ter dado entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Pedro, na madrugada, com graves ferimentos.

O mais novo, que foi baleado no braço direito, foi pego ontem de manhã quando policiais civis da Dise/Deic de Piracicaba apoiavam homens da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), de Brasília, no Distrito Federal, no cumprimento de mandados de prisão - e de busca e apreensão -, no bairro Lago Azul, em Piracicaba.

Os dois homens presos eram alvos de investigação em Brasília e as principais lideranças da facção no Estado do Distrito Federal, atuando como "Gerais do Estado". Eles ocupavam a mais alta hierarquia dentro da facção criminosa.

O caso

O aspirante a oficial Danilo Henrique, do 10º Batalhão de Piracicaba, contou que a Polícia Militar de São Pedro recebeu a notícia de que dois homens deram entrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) vítimas de disparo de arma de fogo.

Ao serem informados que seriam remanejados para a Santa Casa de Piracicaba, o mais jovem, que estava com o disparo no braço, recusou atendimento médico e deixou a unidade de saúde. Segundo o delegado, uma pessoa que presta serviço na unidade de saúde confirmou que ele esteve lá na madrugada. A polícia também ficou sabendo que ele tirou a calça camuflada que o comparsa vestia, usada no assalto, deixando-o com uma bermuda tectel.

Esse, devido à gravidade, ficou internado e foi transferido. Ele estava sem documentos e só foi identificado ontem quando a Polícia Civil levou uma equipe de papiloscopistas até a Santa Casa de Piracicaba. A partir da identidade dele, soube-se que estava procurado.

O segundo suspeito

Quando os policiais da Dise/Deic apoiavam os investigadores de Brasília nas prisões dos dois membros do PCC no Lago Azul, em Piracicaba, segundo o delegado Demetrios Gondim Coelho, eles viram um terceiro indivíduo com uma grave lesão no braço direito, proveniente de disparo de arma de fogo de grosso calibre.

Ele já estava com uma atadura e falou que havia caído da moto. Como ele não possuía nenhuma outra escoriação típica de quem cai de moto, a polícia suspeitou que estava escondendo algo.

Ele acabou confessando que havia sido baleado por policiais, na cidade de Araçatuba, durante troca de tiros após o roubo a banco. “Ele foi levado para a Santa Casa, onde foram constatadas perdas de massa muscular e óssea no braço, além da perfuração. Ele vai passar por cirurgia de reconstrução do cotovelo”, declarou a autoridade policial da Deic.

Mais diligências

Gondim informou que as investigações continuam. A polícia já sabe que os veículos usados para levar a dupla até a UPA de São Pedro foram vistos circulando em Araçatuba no dia do roubo.

“Todas as informações serão passadas para a Deic e Polícia Federal de Araçatuba. Quanto aos outros dois presos no Lago Azul, eles ficarão à disposição da Justiça do Estado de São Paulo até que sejam recambeados para o Distrito Federal”, declarou o delegado.

Também será investigado se os dois que estão na Santa Casa pretendiam só se esconder na casa dos outros dois procurados pela Polícia Civil de Brasília ou se planejavam algum crime na região de Piracicaba.

A ocorrência também teve apoio da DIG/Deic, unidade que abriga ainda a Delegacia de Homicídios e que tem à frente a delegada Juliana Ricci. A Deic é chefiada pelo delegado Wilson Lavorenti.