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Moradia
Ato reúne comunidades
Cerca de 400 moradores cobraram a intermediação da prefeitura para a regularização das áreas ocupadas

Por Larissa Souza

Participantes seguravam cartazes que cobravam o prefeito sobre a situação

Crédito: Mateus Medeiros/Gazeta de Piracicaba

Participantes seguravam cartazes que cobravam o prefeito sobre a situação

Cerca de 400 moradores das comunidades Renascer, Vitória Pantanal e Alto da Esperança realizaram uma passeata até a Prefeitura e, depois, uma manifestação no Centro Cívico, para cobrar a intermediação da prefeitura para a regularização das áreas ocupadas. Durante o ato, que começou às 10h e terminou por volta das 15h30, os manifestantes também se reuniram com representantes do Executivo e do Legislativo.

Os participantes da manifestação seguravam cartazes que cobravam atitudes do prefeito Luciano Almeida sobre a situação das comunidades: "Vai autorizar o despejo de 200 famílias prefeito?" ou "Quem não luta pelo que quer, aceita o que vier, Luciano precisamos de você".

Outros cartazes reforçavam a reivindicação por moradia. "Comunidade Renascer, juntos na luta por moradia, não somos bandidos, somos trabalhador, quero pagar" (sic), dizia um deles.

Os moradores da Renascer, que organizaram a manifestação, cobram a desapropriação da área onde está instalada a comunidade.

Segundo eles, o prefeito prometeu, no período de campanha, que ofereceria alternativas para resolver a situação da Renascer. "Estamos aqui em Piracicaba, ocupando a rua e iremos até a prefeitura para reivindicar nosso direito por moradia digna. E, em cima disso tudo, cobrar do prefeito uma posição sobre nosso processo", disse Juliana Garcia de Oliveira Santos. Eles também pedem que o prefeito garanta a permanência das 500 famílias que residem na comunidade, enquanto o Poder Público procura alternativas para a Renascer. "Nós sofremos sem água, sem luz e estamos aqui reivindicando nossos direitos", comentou Eliane, outra moradora da comunidade.

Segundo ela, os moradores, que no momento moram em barracos, estão aguardando uma resposta da prefeitura para construção de suas casas. "Nós não queremos nada de graça, estamos nos propondo a pagar, então estamos aqui para pedir uma resposta", falou Eliane.

O líder comunitário da Vitória Pantanal, Cleidionei Alexandre, também relatou que as cerca de 200 famílias da comunidade temem pelo despejo dos moradores. "Veio uma reintegração para a gente, agora de despejo. A outra gestão deu uma promessa para nós, nós construímos casa de tijolo, e agora a gente quer uma explicação da prefeitura sobre isso aí", disse.

Reunião

Além da manifestação, representantes das comunidades também participaram de uma reunião com o secretário de Governo, Carlos Beltrame, o advogado Fábio Dionísio, o presidente da Emdhap (Empresa Municipal de Desenvolvimento Habitacional), Sérgio Maluf Chaim e uma advogada da empresa; os vereadores Cássio Luiz Barbosa (PL), Silvia Morales (PV) e Rai de Almeida (PT); e um assessor do Paulo Camolesi (PDT).

Segundo informações dos participantes, o prefeito Luciano Almeida estava na Prefeitura, mas não quis receber os manifestantes.

Na reunião, ficou decidido que será marcado um novo encontro com a presença de líderes comunitários, um representante do MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo), e outras autoridades, para discutir a criação de um projeto de habitação para as comunidades.

Prefeitura

Em nota, a prefeitura disse que “já foram realizadas diversas reuniões”, com a participação da Emdhap, “para intermediar e analisar as propostas”. O Executivo disse, ainda, que os moradores foram orientados a fazer o levantamento do número de famílias e fazer ou atualizar o cadastro no CadUnico.

“Entre os objetivos desse cadastramento estão o atendimento aqueles que não têm acesso aos programas sociais ou mesmo saber quem já têm acesso, seja a cestas básicas ou auxílio emergencial, para referenciá-los e assim identificar os casos de necessidade de inserção por vulnerabilidade em programas socioassistenciais. O CadUnico também será base de consulta para os futuros programas habitacionais do município”, informou a Prefeitura.