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Comunidade Renascer
Passeata pela desapropriação nesta sexta
Moradores pedem criação de um programa habitacional para incluir as famílias locais

Por Larissa Souza

Moradores farão uma passeata pacífica até a Prefeitura, nesta sexta-feira (27)

Crédito: Mateus Medeiros/Gazeta de Piracicaba

Moradores farão uma passeata pacífica até a Prefeitura, nesta sexta-feira (27)

Moradores da Comunidade Renascer farão uma passeata pacífica até a Prefeitura, nesta sexta-feira (27), para reivindicar a desapropriação da área onde a comunidade está instalada e a criação de um programa habitacional para incluir as famílias da Renascer.

A concentração começará às 9h, em frente à casa do Mazinho. Os manifestantes levarão cartazes e farão uma panfletagem, em frente à prefeitura, para explicar a situação da comunidade para a população. Os organizadores estimam a participação de cerca de 400 pessoas.

A regularização fundiária da Comunidade Renascer, onde vivem aproximadamente 500 famílias, foi uma das promessas feitas pelo prefeito Luciano Almeida durante sua campanha, de acordo com os moradores da área.

Em meados de 2020, Almeida fez uma postagem sobre a comunidade em seu Facebook e, em resposta a um comentário, afirmou que, após visitar comunidades da cidade, notou que elas foram “abandonadas pelo Poder Público”. “No caso da Renascer, que tem um impasse judicial, vamos encarar esse problema, seja com regularização fundiária ou apresentando uma alternativa para essas famílias. O que não vamos é fugir da situação como fez a gestão atual”, afirmou Almeida.

Segundo os moradores, depois de eleito, Almeida não procurou mais dialogar com os moradores sobre as suas demandas. “Quase nove meses após essas promessas e o prefeito sequer recebeu a comunidade, nem uma vez! O diálogo com as instituições do município são infrutíferos”, afirmam.

Eles dizem, ainda, que foi determinado, judicialmente, que a prefeitura promovesse um programa habitacional para as famílias da comunidade, e que a Emdhap (Empresa Pública de Desenvolvimento Habitacional de Piracicaba) “se recusou a realizar tal determinação, sob o argumento principal de que não teria dado causa ao início da ocupação”.

Segundo um dos participantes do ato, que não quis se identificar, a área da comunidade não é utilizada por seu proprietário há mais de 20 anos, isto é, não cumpre uma função social o que, segundo ele, justificaria sua desapropriação – transferência ao Poder Público – para que ela possa ser utilizada para um programa de habitação.