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Brasil soma sete pódios
Expectativa do Comitê Olímpico Brasileiro é superar as 19 medalhas dos Jogos de 2016 (Rio)

Por José Ricardo Ferreira

Rebeca Andrade fatura prata, 1ª medalha na ginástica feminina do país

Crédito: JONNE RORIZ

Rebeca Andrade fatura prata, 1ª medalha na ginástica feminina do país

O Brasil aumentou, ontem (29), seu quadro de medalhas nos Jogos Olímpicos de Tóquio (Japão). Agora são sete medalhas sendo uma de ouro, três de prata e três de bronze. No sétimo dia de competição, os destaques foram a judoca Mayra Aguiar que conquistou bronze e a ginasta Rebeca Andrade que faturou prata na ginástica artística.

A expectativa do Comitê Olímpico Brasileiro é superar os Jogos de 2016 (Rio) quando o Brasil obteve 19 medalhas, sendo sete de ouro, seis de prata e seis de bronze

Além de Rebeca e Mayra já conquistaram suas medalhas para o país Kelvin Hoefler, no domingo (25), que ganhou no skate street e obteve a prata; no mesmo dia Daniel Cargnin conquistou o bronze no judô, na categoria até 66 kg; na segunda-feira (26), novamente o skate street, desta vez com Rayssa Leal, de apenas 13 anos, a Fadinha, que ganhou medalha de prata; no mesmo dia, o nadador Fernando Scheffer conquistar o bronze nos 200 m livre; e na terça-feira (27) veio a medalha de ouro no surfe, com Ítalo Ferreira.

A paulista Rebeca tem 22 anos e ontem entrou para a história da ginástica artística do Brasil. Ela somou, ao final dos quatro aparelhos (solo, salto, trave e barras assimétricas) 57.298 pontos, ficando atrás somente da norte-americana Sunisa Lee (57.433) e à frente de Angelina Melnikova, do Comitê Olímpico Russo (ROC, sigla em inglês) que totalizou 57.199. A brasileira ainda tem chances reais de conquistar mais medalhas nas disputas de salto e solo a partir de domingo (1º de agosto).

Ontem ela comemorou muito pois vem de três cirurgias no joelho, mas mesmo assim conseguiu brilhar no individual-geral. Sob o hit “Baile de Favela” Rebeca encantou os Jogos ao se apresentar na prova do solo desde a classificatória.

Mayra tem 29 anos. A gaúcha conquistou feito inédito após conquistar o bronze na categoria meio-pesado (até 78kg). A medalha veio com a vitória contra a sul-coreana Hyunji Yoon, que foi imobilizada por 20 segundos no Nippon Budokan. A judoca se tornou a primeira mulher a conquistar três medalhas olímpicas em um esporte individual. Ela já havia levado o bronze nos Jogos de Londres (2012) e no Rio 2016.

 

Futebol e vôlei

Hoje (30) as brasileiras encaram o Canadá pelas quartas de final do futebol feminino olímpico, às 5h (horário de Brasília HB), no estádio de Miyagi, em Rifu. O Brasil encerrou a primeira fase na segunda posição do Grupo F, com os mesmos sete pontos da líder Holanda, ficando atrás pelo saldo de gols.

Há pouco mais de um mês, em Cartagena (Espanha), os times não saíram do zero no último amistoso antes da Olimpíada.

A seleção de voleibol feminino conquistou ontem a terceira vitória consecutiva nas Olimpíadas ao superar o Japão por 3 sets a 0 (25/16, 25/18 e 26/24). Invicto na competição, o Brasil está na segunda colocação do Grupo A. A primeira colocada da chave é a Sérvia. Amanhã (31), a seleção encara as líderes do grupo às 4h25 (HB), na Arena de Ariake.

Hoje a seleção masculina de vôlei enfrenta os Estados Unidos, às 23h05 (HB), na Arena de Ariake. Neste jogo, a vitória é importante para que na última rodada da fase de grupos, o Brasil não encare a França em situação delicada.

 

Boxe

Hebert Conceição estreou com vitória no torneio de boxe dos Jogos Olímpicos de Tóquio, ontem, ao vencer o chinês Erbieke Tuoheta, por pontos, em decisão dividida dos jurados, por 3 a 2. Dois deram pontuação a favor do brasileiro (30 a 27 e 29 a 28 duas vezes), enquanto outros dois apontaram o asiático como vencedor (29 a 28). Hebert, medalha de bronze no Mundial de 2019 e prata no Pan-Americano de Lima no mesmo ano, volta a lutar pelas quartas de final no domingo, diante de Abilkhan Amankul, do Casaquistão. Uma nova vitória vai garantir ao boxeador nacional pelo menos a medalha de bronze, pois no boxe não há a disputa pelo terceiro lugar.

 

Canoagem

A brasileira Ana Sátila fez história nos Jogos de Tóquio ao conquistar o melhor resultado de uma mulher brasileira na modalidade. O 10º lugar na final do C1 veio após dois erros cometidos na final. Dois dias antes, ela havia ficado na 13ª posição no K1, nas semifinais, e não conseguiu vaga na decisão.

Ana Sátila vinha em grande forma tanto no K1 quanto nas semifinais do C1. No entanto, sofreu duas punições em sua descida na final. Uma por tocar uma das portas e outra por falhar uma delas, o que acarreta a maior penalidade: um acréscimo de 50 segundos no tempo final. Por isso, terminou na última posição, com 164s71, muito distante das primeiras colocadas. Sem as punições, poderia ter ficado em quarto lugar. (Com ABr e AE)