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Clube Palmeirão vende imóvel no Bairro Alto
Presidente do clube confirma que imóvel foi vendido por R$ 13 milhões à rede de supermercados Tauste, de Marília

Por José Ricardo Ferreira

Palmeirão

Crédito: Del Rodrigues

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O presidente do Clube de Regatas Palmeiras, Otávio José Spigolon, confirmou, ontem à tarde, que o imóvel de cerca de 8 mil metros quadrados, situado no bairro Alto, foi vendido por R$ 13 milhões à rede de supermercados Tauste, de Marília.

Com isso, o tradicional Palmeirão deixará o imóvel em dezembro e a previsão é que em meados de 2024 comecem as obras do novo clube no bairro Água Branca, em uma área de 38 mil metros quadrados.

A Gazeta entrou em contato com a assessoria de marketing da rede de supermercados, mas não haviam informações disponíveis sobre o negócio, início e conclusão das obras, inauguração, números de vagas etc.

A rede Tauste completará 30 anos de atividades em outubro próximo, segundo apurou a reportagem. Além de Marília, a rede atua em Bauru, Sorocaba e Jundiaí com cerca de 2,3 mil empregos diretos.

Spigolon e o presidente do Conselho Deliberativo, Miguel Carmo de Carvalho, estão animados com as novas possibilidades para o clube.

Spigolon explicou que o imóvel ficou à venda durante três anos e disse que o clube precisava se mudar de local e iniciar um novo projeto para evitar o seu fechamento, pois não há sócios que pagam mensalidades. Isso tornou o Palmeirão inviável, segundo ele.

Na futura nova sede, com espaço de 38 mil metros quadrados, serão possíveis novos projetos de piscina, campos de futebol, salões de festas, quadras, restaurante, área rural etc. O presidente do clube disse que em breve os sócios beneméritos remidos poderão, antes do início das obras, desfrutarem do local que é uma grande chácara arborizada.

Spigolon disse ainda que no atual imóvel se tornou impossível pensar em novos projetos, uma vez que não há espaço para estacionamento e fica na zona urbana.

O presidente do clube afirmou ainda que é preciso deixar de lado o “saudosismo” e pensar no futuro próximo. Frisou que nos três anos em que o imóvel esteve à venda o clube não recebeu “nenhuma ajuda”, mas que agora, com o negócio concluído, tem recebido algumas críticas. “Não estamos destruindo uma história”, afirmou.

Spigolon declarou ainda que uma outra vantagem do futuro novo clube é que ele permanecerá na cidade. “Os sócios não precisarão pegar a estrada”.

O presidente do Palmeirão reforçou que a construção de um novo clube terá ampla discussão nos conselhos internos e respeitará o estatuto. Segundo ele, o geoprocessamento está concluído e isso adiantará o projeto de arquitetura do clube.

Ele disse ainda que para erguer um novo clube o processo é complexo, exige uma série de estudos e análise da Prefeitura.

 

História

O imóvel fica no quadrilátero das ruas Visconde do Rio Branco, São José, Bernardino de Campos e Prudente de Moraes. Antigamente o futebol amador revelou nomes importantes como De Sordi, Coutinho e Gatão. O Palmeirão existe desde 1993 e foi resultado da união entre o Clube de Regatas de Piracicaba (1907) e a Sociedade Recreativa Palmeiras (1926). Foi alvo de disputas judiciais com a Prefeitura, que doou o espaço em 1951, e em 2017 foi celebrado um acordo entre as partes.