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Dia do Produtor Rural: plantar e colher
Em Piracicaba, há 2.522 propriedades rurais, 80% com área até 40 hectares, além de duas cooperativas de agricultura familiar

Por Larissa Souza

Força da categoria também é demonstrada no enfrentamento dos desafios diários

Crédito: Mateus Medeiros/Gazeta de Piracicaba

Força da categoria também é demonstrada no enfrentamento dos desafios diários

Plantar e colher o alimento que chegará a todos os lares. Esse é o trabalho do profissional que é homenageado hoje, o produtor rural, que contribui ativamente com a economia de Piracicaba por meio da venda de produtos, manutenção do setor alimentício do comércio e a exportação de alimentos para outros países.

Em Piracicaba, há 2.522 propriedades rurais, 80% com área até 40 hectares, além de duas cooperativas de agricultura familiar, a Coopihort e a Coopimays, compostas por aproximadamente 50 cooperados. Elas produzem diversos alimentos: cana-de-açucar, milho, soja, batata doce, feijão, mandioca, melancia, banana, laranja, limão e tangerina.

Além de gerar alimento para a cidade, o setor também exporta para o mundo inteiro. De acordo com Marcos Farah, diretor de governança coorporativa da Coplacana (Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo), o principal alimento exportado de Piracicaba é a cana-de-açucar, que ocupa 49.000 hectares das produções da cidade, de acordo com dados de 2019 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Ainda de segundo o instituto, são produzidos 3.185.000 toneladas de cana-de-açucar no município.

Para Farah, a categoria tem muitos motivos para comemorar o Dia do Produtor Rural, um deles é a possibilidade de continuar trabalhando ativamente durante a pandemia da Covid-19, visto que muitos setores estão paralisados ou exercendo suas funções em um período reduzido.

O diretor de governança coorporativa da Coplacana também lembra que a agricultura passou por diversas mudanças no decorrer dos anos, que culminaram na criação de um setor automatizado, que utiliza a tecnologia como aliada.

Segundo Farah, a força da categoria também é demonstrada no enfrentamento dos desafios diários, como o das condições climáticas que, atualmente, têm interferido no desenvolvimento das produções.

Com a estiagem - período caracterizado pela falta de chuvas, a queda de temperatura, e as geadas - que causam a queima das folhagens - os produtores têm sofrido com a perda de alimentos.

Mesmo com as dificuldades, a categoria continua trabalhando ativamente, esforçando-se para driblar as dificuldades impostas pelo clima e com foco no futuro e nos avanços que a agricultura ainda conquistará. “O produtor rural é guerreiro, ele trabalha sem pausas. A agricultura não parou e não vai parar”, disse.