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Dificuldades do XV
Clube chega amanhã aos 108 anos e busca novo acesso; hoje tem doação de cestas

Por José Ricardo Ferreira

Rodolfo Geraldi, acompanha treino nesta temporada; é o último ano de seu mandato

Crédito: Mateus Medeiros

Rodolfo Geraldi, acompanha treino nesta temporada; é o último ano de seu mandato

Os últimos campeonatos têm sido decepcionantes para o XV de Piracicaba. Embora fiel, a torcida alvinegra já não aguenta mais ver o time chegar em momentos decisivos e sucumbir tanto no Paulistão A2 como na Copa Paulista. Perder vagas nos acréscimos ou nos pênaltis já criou um certo trauma nas arquibancadas do Estádio Municipal Barão da Serra Negra.

É importante lembrar, porém, que se considerarmos a Copa Paulista o XV até que tem sido promissor. Foi campeão em 2016 quando se qualificou para o Brasileiro da Série D em 2017; em 2019, foi vice e disputou a fase inicial da Copa do Brasil em 2020. Mas decepcionou em 2017, 2018, 2020 e este ano.

O mais dramático é o Paulistão A2. Depois que voltou em 2017 nunca mais retornou à elite paulista. Para desespero do torcedor, parou nas semifinais de 2018 e 2020.

Amanhã (15) o clube completa 108 anos e a história de tantas conquistas já cobra anualmente o acesso para a elite. Não será diferente em 2022.

Para o presidente do XV, Rodolfo Geraldi, ter sucesso em um campeonato não é tão simples como se imagina. Muito dinheiro não significa, a grosso modo, títulos e acessos. “Nada garante que se você ter um investimento maior você vai ter os resultados. Mas claro que as possibilidades para isso aumentam. E não só investimento em jogador, mas na estrutura como um todo”, pondera o dirigente.

Nessa Copa Paulista, por exemplo, o XV parou nas quartas de final. Não faltaram recursos e infraestrutura, mas o time não avançou sob o comando do técnico Luciano Dias, que assumiu esse ano e vai dirigir o time na A2-2022. “Foi investido o que foi programado. Uma folha em torno de R$ 150 mil e basicamente os mesmos valores do ano passado”, informou o presidente do clube.

Rodolfo Geraldi explica que no geral os clubes sofreram e estão tendo dificuldades em decorrência da pandemia do novo coronavírus que impediu público nos estádios e, com isso, a arrecadação com as bilheterias.

O orçamento do XV sofreu recuo. “Podemos falar que tivemos um orçamento em torno de R$ 800 mil a R$ 1 milhão a menos do que tínhamos previsto para este ano. As despesas basicamente aumentaram”, disse.

O dirigente esportivo explicou que conseguiu manter os principais patrocinadores. “Ainda tivemos a ajuda da Tintas Coral, mas não com dinheiro no caixa e sim com ações como a pintura do Barão da Serra Negra. O que aconteceu foram que os pequenos patrocinadores, aqueles que colocavam placa de campo, usavam o muro do Barão como publicidade, acabaram não investindo”, lamenta o presidente.

Estar à frente de um dos clubes mais tradicionais de São Paulo tem sido um grande desafio do atual mandatário. “A experiência como dirigente vem sendo proveitosa e estou aprendendo muita coisa. A gente percebe a dificuldade que existe. As decepções com os resultados em campo existem. Com uma equipe boa para trabalhar, você consegue administrar as coisas sem muita dor de cabeça, mas infelizmente tudo que fazemos fica dependente do sucesso do futebol e isso ainda não aconteceu”, confessa ele. “Estamos trabalhando forte para acertar as coisas, como a base, que estamos buscando recursos para fortalece-la e passe a revelar mais jogadores que deem retornos em campo e no financeiro”, declarou o presidente.

Cestas básicas

Para marcar o aniversário o clube promove hoje, em parceria com a Raízen, uma ação solidária de doação de alimentos no Barão, das 8h às 13h com sistema drive-thru. Os interessados poderão acessar a pista de atletismo do estádio com o seu veículo pelo portão 7 (rua 13 de Maio) e doar seus alimentos não perecíveis, que serão repassados para o Fundo Social de Solidariedade de Piracicaba (FUSSP).

O clube também contou com o apoio de outras empresas parceiras para conseguir cestas básicas.