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Secretário diz considerar muito auspicioso para o Brasil o atual momento global
O secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, disse considerar muito auspicioso para o Brasil o atual momento global

Por Estadão Conteúdo

Crédito: Divulgação/Internet

O secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, disse considerar muito auspicioso para o Brasil o atual momento global. Ele, que participou nesta quarta-feira, 12, do Abdib Fórum 2021 com o tema 'Indústria e Comércio Exterior', fez esta afirmação ao ser perguntado sobre o que o Brasil poderia fazer para aproveitar as oportunidade decorrentes do processo em curso de reformulação das cadeias globais, em especial a indústria.

Para ele, é necessário que se melhore o ambiente de negócios, que no Brasil é muito complexo e tem feito com que empresas estrangeiras invistam menos no Brasil do que já têm investido. "Estamos vivendo um momento global muito auspicioso para o Brasil, mas temos e estamos trabalhando para melhorar o ambiente de negócios, que é muito complexo", reiterou.

De acordo com o secretário, empresas estrangeiras e até mesmo locais evitam investir na economia brasileira porque o custo Brasil, problemas de infraestrutura e o elevado custo da mão de obra afastam os investimentos. "O que tem complicado o Brasil é o excesso de governo", disse, ressalvando que nesse aspecto o governo brasileiro está avançando.

Carlos da Costa afirmou também que o governo tem trabalhado para inserir as pequenas empresas na Quarta Revolução Industrial. "Muitas das pequenas empresas nem sabem o que é ou ouviu falar da 4ª Revolução Industrial", afirmou.

Vocação

O secretário destacou ainda não saber dizer se o Brasil tem uma vocação maior para o agronegócio do que para a indústria da transformação de modo geral. "Eu não sei dizer se temos maior vocação para o agronegócio. O que sei dizer é que nos últimos anos tivemos vocação muito grande para prejudicar a indústria. A combinação de juros e câmbio altos prejudicou muito a nossa indústria", criticou o secretário.

De acordo com ele, as empresas do agronegócio pagam menos impostos e têm crédito subsidiado e que só poderá afirmar que as empresas ligadas à agropecuária são mais competitivas quando a indústria de modo geral tiver as mesmas condições.

"Só poderei dizer que temos maior vocação para o agronegócio quando a indústria tiver as mesmas condições", provocou secretário.

Ele acrescentou que acredita muito na indústria brasileira e que ela, depois de tiradas as amarras que tem hoje, será competitiva e produzirá produtos de qualidade.