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Em questionário pré-Copom do BC, 67% das casas atribuíam risco de alta para IPCA
Antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que definiu a elevação de 0,75 ponto porcentual da Selic (a taxa básica de juros) na semana passada, 67% das instituições financeiras consultadas pelo Banco Central atribuíam um risco de alta no cenário central para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021

Por Estadão Conteúdo

Crédito: Divulgação/Internet

Antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que definiu a elevação de 0,75 ponto porcentual da Selic (a taxa básica de juros) na semana passada, 67% das instituições financeiras consultadas pelo Banco Central atribuíam um risco de alta no cenário central para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021. Para o IPCA de 2022, 53% citavam risco de alta.

Os dados fazem parte dos resultados quantitativos agregados do questionário pré-Copom, que foram divulgados pela primeira vez pelo BC na manhã desta quarta-feira, 12.

Na outra ponta, apenas 4% atribuíram risco de baixa para o IPCA tanto em 2021 quanto em 2022. A mediana das projeções das instituições para o IPCA este ano é de 5,00% e para o próximo ano de 3,60%.

Os dados indicam um desequilíbrio no cenário de riscos para a inflação - algo que já vem sendo apontado pelo próprio BC em seu cenário base, com predominância para o risco inflacionário.

Os porcentuais que fazem parte dos resultados quantitativos agregados do questionário pré-Copom serviram de base para que a instituição elevasse, na semana passada, a Selic de 2,75% para 3,50% ao ano.

A agregação do questionário mostra ainda que, antes da decisão sobre a Selic, 90% das instituições consultadas esperavam por uma bandeira tarifária de energia amarela em dezembro de 2021.

Os dados agregados estão disponíveis em https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/precopom.