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População foge da capital da Somália, palco de violência sem precedentes
Habitantes de Mogadíscio, presos entre as forças pró-governo e combatentes da oposição, fugiram de alguns bairros da capital somali nesta terça-feira, onde ambos os lados tentam consolidar suas posições, dois dias após confrontos que causaram três mortes

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

Habitantes de Mogadíscio, presos entre as forças pró-governo e combatentes da oposição, fugiram de alguns bairros da capital somali nesta terça-feira, onde ambos os lados tentam consolidar suas posições, dois dias após confrontos que causaram três mortes.

Mogadíscio é palco de violência política sem precedentes em anos, depois que as eleições - marcadas para fevereiro - foram adiadas e o presidente Mohamed Abdulahi Mohamed teve seu mandato estendido por dois anos.

Na noite de domingo, eclodiram combates entre forças do governo e opositores que montaram postos de controle e barricadas em muitos bairros de Mogadíscio.

Três pessoas - dois policiais e um opositor - morreram, segundo um relatório policial.

Temendo novos combates urbanos, os moradores fugiram, empilhando seus bens em carroças puxadas por burros.

De acordo com analistas, esta crise política pode dividir as forças de segurança somalis em clãs.

Em 1991, a queda do regime militar de Siad Barré mergulhou a Somália em uma guerra de clãs, cujas milícias lutaram durante anos nas ruas de Mogadíscio.

O país, há muito privado de um governo central, também enfrenta há vários anos a rebelião islâmica do Al-Shabab, afiliado à Al-Qaeda.

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