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EUA sancionam políticos da Guatemala por corrupção
Os Estados Unidos sancionaram por corrupção os deputados guatemaltecos Felipe Alejos Lorenzana e Gustavo Alejos Cambara, ex-chefe de gabinete do ex-presidente Álvaro Colom (2008-2012), informou o Departamento do Tesouro em comunicado nesta segunda-feira (26)

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

Os Estados Unidos sancionaram por corrupção os deputados guatemaltecos Felipe Alejos Lorenzana e Gustavo Alejos Cambara, ex-chefe de gabinete do ex-presidente Álvaro Colom (2008-2012), informou o Departamento do Tesouro em comunicado nesta segunda-feira (26).

Ambos, que não têm parentesco, apesar de compartilharem sobrenomes, são acusados de tentar interferir na escolha dos juízes da Corte Suprema de Justiça (CSJ) e do Tribunal de Apelações da Guatemala em benefício próprio."Quando as autoridades eleitas na Guatemala buscam enriquecer em suas funções oficiais, isso é uma afronta aos princípios democráticos da região", disse a secretária do Tesouro, Janet L. Yellen, sobre a ação, realizada de forma coordenada com o Reino Unido.

A medida "serve para lançar luz sobre a corrupção e promover a responsabilização daqueles que procuram impedir o processo judicial", continuou Janet Yellen. Como parte das sanções, todas as propriedades e interesses nos Estados Unidos de Alejos Lorenzana e Alejos Cambara, assim como de seus parentes próximos, estão bloqueados.

O anúncio ocorre no mesmo dia em que a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, programou um encontro virtual com o presidente guatemalteco, Alejandro Giammattei, sobre questões migratórias. Em 2019, o governo da Guatemala decidiu não renovar o mandato da Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (CICIG), criada pela ONU para combater a corrupção. Como resultado, "alguns políticos guatemaltecos" continuam a frustrar os esforços anticorrupção, indica o comunicado.

Alejos Cambara, que cumpre prisão domiciliar, foi alvo de várias investigações relacionadas a corrupção, lavagem de dinheiro e suborno. Lorenzana, eleito deputado para o período 2020-2024, é seu colaborador próximo, segundo o comunicado. Ambos foram designados de acordo com a Ordem Executiva 13818, que se baseia na Lei Magnitski Global de Responsabilidade pelos Direitos Humanos e que processa perpetradores de abusos dos direitos humanos e corrupção em todo o mundo.

O presidente americano, Joe Biden, aposta no combate à corrupção como forma de combater as raízes do fluxo migratório.

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