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Federação dinamarquesa pede investigação sobre trabalhadores migrantes na Copa do Catar
A Federação Dinamarquesa de Futebol (DBU) pediu à FIFA que aumente sua pressão sobre o Catar para que esse país respeite os direitos humanos para a Copa do Mundo de 2022, exigindo especialmente em uma carta publicada nesta segunda-feira (26) "uma investigação independente" sobre o destino dos trabalhadores migrantes

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

A Federação Dinamarquesa de Futebol (DBU) pediu à FIFA que aumente sua pressão sobre o Catar para que esse país respeite os direitos humanos para a Copa do Mundo de 2022, exigindo especialmente em uma carta publicada nesta segunda-feira (26) "uma investigação independente" sobre o destino dos trabalhadores migrantes.

"Somos contra à atribuição da Copa do Mundo ao Catar e criticamos a situação dos direitos humanos no país", declarou em um comunicado o diretor-geral da DBU, Jakob Jensen, com ocasião da publicação da carta.

A um ano e meio da competição prevista para novembro e dezembro de 2022, "intensificamos agora a pressão sobre a FIFA, porque não acreditamos que as melhorias desejadas para os trabalhadores migrantes tenham se realizado. Queremos ações agora, e quanto antes melhor", acrescentou.

Nessa carta datada de sexta-feira passada e dirigida ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, e à sua secretária-geral Fatma Samoura, a Federação dinamarquesa inclui vários pedidos, como "a implantação completa da legislação já adotada sobre os direitos dos trabalhadores".

A DBU pede também "uma investigação sobre o número de mortos entre os trabalhadores migrantes no Catar".

O Catar está na mira das organizações de defesa dos direitos humanos pelo seu tratamento aos trabalhadores migrantes, muitos dos quais são explorados e trabalham em condições perigosas nas obras do Mundial de 2022.

O emirado afirma ter feito mais que qualquer outro país na região para melhorar suas condições de trabalho.

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