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ONU pede reparos nos portos do Iêmen para limitar risco de fome
A ONU solicitou, nesta segunda-feira (26), uma rápida reforma de dois portos localizados no sul do Iêmen, a fim de reduzir o custo da importação de alimentos para um país em guerra e ameaçado pela fome

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

A ONU solicitou, nesta segunda-feira (26), uma rápida reforma de dois portos localizados no sul do Iêmen, a fim de reduzir o custo da importação de alimentos para um país em guerra e ameaçado pela fome.

Os portos de Aden e Al Mukalla são dois dos quatro principais pontos de entrada de alimentos e ajuda internacional ao Iêmen, palco do maior desastre humanitário atual no mundo, segundo a ONU, após seis anos de conflito entre o governo e os insurgentes houthis.

"A reparação dos portos reduziria o custo dos alimentos no Iêmen", disse à AFP Auke Lootsma, representante para o Iêmen do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

"A fome que ameaça o Iêmen é uma questão de alimentos com preço acessível, mais do que a disponibilidade deles", disse o funcionário da ONU.

"Se reformassem as infraestruturas portuárias (...) os custos com o transporte de alimentos diminuiriam e a ajuda humanitária chegaria com mais facilidade", afirmou.

Os portos de Aden e Al Mukalla estão sob controle do governo, que conta com o apoio da Arábia Saudita, ao contrário dos portos de Hodeidah e Salif (oeste), os dois mais importantes do Iêmen, em uma área controlada pelos rebeldes houtis, apoiados pelo Irã.

O Iêmen importa 90% de seus alimentos e dois terços de sua população de 30 milhões de habitantes depende de ajuda humanitária.

O PNUD avaliou em um relatório que são necessários 49,6 milhões de dólares para melhorar as operações portuárias atuais.

No mês passado, o PNUD alertou que uma fome massiva poderia se tornar uma "realidade" no Iêmen em 2021, já que a ONU só conseguiu arrecadar 1,7 bilhão de dólares de doadores internacionais, dos 3,85 bilhões necessários.

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