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Ex-soldados britânicos julgados pelo assassinato de membro do IRA em 1972
Dois ex-soldados britânicos negaram ter assassinado um membro do IRA em 1972, ao comparecerem nesta segunda-feira (26) em Belfast a um julgamento que analisa a intervenção militar na Irlanda do Norte durante os anos do violento conflito na região

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

Dois ex-soldados britânicos negaram ter assassinado um membro do IRA em 1972, ao comparecerem nesta segunda-feira (26) em Belfast a um julgamento que analisa a intervenção militar na Irlanda do Norte durante os anos do violento conflito na região.

Dois veteranos de um regimento de paraquedismo - não identificados devido a uma ordem judicial - compareceram ao tribunal de Belfast pelo assassinato de Joe McCann em 1972.

Este membro do grupo armado Exército Republicano Irlandês (IRA) foi assassinado a tiros com 24 anos no marco do violento conflito que durou três décadas entre republicanos católicos e unionistas protestantes.

A realização deste processo, que deve durar quatro semanas, indignou militares ativos e aposentados.

O governo britânico prometeu legislar para impedir mais julgamentos deste tipo depois que seis ex-militares foram condenados por crimes relacionados ao conflito norte-irlandês, segundo um documento do Parlamento britânico publicado em fevereiro.

O julgamento inclui, entre outros episódios, o "Bloody Sunday" ("domingo sangrento") de 1972, quando os soldados abriram fogo contra uma manifestação pacífica pelos direitos civis no bairro de Bogside de Londonderry e mataram 14 pessoas.

Esses julgamentos históricos provocam polêmica na Irlanda do Norte, onde as tensões comunitárias continuam fortes apesar do acordo de paz de 1998.

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