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Total confirma suspensão de projeto de gás em Moçambique
O grupo petroleiro francês Total confirmou nesta segunda-feira a suspensão de um gigantesco projeto de gás no nordeste de Moçambique, interrompido após um ataque extremista no início de abril, alegando em um comunicado motivo de "força maior"

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

O grupo petroleiro francês Total confirmou nesta segunda-feira a suspensão de um gigantesco projeto de gás no nordeste de Moçambique, interrompido após um ataque extremista no início de abril, alegando em um comunicado motivo de "força maior".

A noção jurídica de "força maior" é evocada quando condições excepcionais impedem a continuidade de uma obra e a execução dos contratos relacionados.

"Dada a evolução da situação de segurança no norte da província de Cabo Delgado em Moçambique, a Total confirma a retirada de todos os funcionários do projeto Moçambique LNG da localidade de Afungi", anunciou a empresa em um comunicado.

"Esta situação leva a Total, como operadora do projeto Moçambique LNG, a declarar motivo de força maior", completa a nota.

A principal organização empresarial de Moçambique anunciou em 21 de abril a suspensão dos contratos assinados pelo grupo francês com pelo menos duas empresas de construção.

A Total interrompeu no início de abril o projeto de bilhões de dólares de um enorme complexo de Gás Natural Liquefeito (GNL).

Em 24 de março, grupos armados atacaram a região da cidade portuária de Palma e mataram dezenas de pessoas.

O ataque foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI).

O projeto de GNL de Moçambique, liderado pela Total dentro de um consórcio, representa um investimento de 24 bilhões de dólares.

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