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Oscar reúne estrelas em uma cerimônia de gala única com "Nomadland" favorita
A entrega dos prêmios Oscar neste domingo (25) será única: transmitida ao vivo de uma estação de trem, agraciará filmes que poucos viram nos cinemas e reunirá as maiores estrelas de Hollywood pela primeira vez após mais de um ano de pandemia

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

A entrega dos prêmios Oscar neste domingo (25) será única: transmitida ao vivo de uma estação de trem, agraciará filmes que poucos viram nos cinemas e reunirá as maiores estrelas de Hollywood pela primeira vez após mais de um ano de pandemia.

Chloe Zhao, cujo drama "Nomadland" sobre pessoas que percorrem os Estados Unidos em picapes em busca de sustento, é uma das indicadas que deixará seu isolamento prolongado para comparecer pessoalmente à maior noite de Hollywood.

"Queremos ver nossos amigos! Temos muitos amigos indicados este ano e estamos muito animados para vê-los", disse Zhao, cujo filme é favorito na categoria de melhor filme e compete por outras cinco estatuetas.

No entanto, o glamour das estrelas desfilando com joias e vestidos de grife terá pouco impacto, porque os organizadores prometeram um "pequeno tapete vermelho".

A lista de convidados é muito limitada. Mesmo os executivos dos estúdios terão de assistir à cerimônia pela televisão e a maior parte da imprensa de Hollywood estará ausente, algo que pode ser do gosto de alguns indicados.

"Acho que haverá mais liberdade" para as estrelas que forem, comentou à AFP o repórter da Variety Marc Malkin.

Segundo informações, os artistas terão permissão para remover suas máscaras quando estiverem diante das câmeras.

"De qualquer maneira vai haver um constrangimento, tipo "até que ponto devemos nos aproximar? Vamos nos abraçar?"", comentou Malkin.

"Nomadland", que conquistou as principais premiações da temporada, chega ao Oscar como o filme favorito mais óbvio em anos. Zhao também buscará se tornar a segunda mulher a vencer como melhor diretora.

Com cinemas fechados o ano todo e grandes produções atrasadas, seu filme - assim como os rivais "Minari" e "O Som do Silêncio" - capturou o "zeitgeist" da pandemia em um retrato impressionante dos marginalizados da sociedade.

"Bela Vingança" e "Os 7 de Chicago" tocam em questões relevantes nestes tempos, como o movimento #MeToo e os protestos contra o racismo, mas é pouco provável que ganhem o prêmio principal da noite.

A competição nas categorias de atuação promete mais tensão e é realista prever que os quatro prêmios irão para não-brancos, depois de anos de denúncias de racismo na Academia com hashtags como #OscarsSoWhite.

Na categoria de melhor atriz, as cinco candidatas, incluindo Viola Davis ("A Voz Suprema do Blues") e Carey Mulligan ("Bela Vingança"), conquistaram grandes prêmios este ano.

O co-protagonista de Davis, Chadwick Boseman, que faleceu de câncer no ano passado antes da estreia do filme, onde interpreta um trompetista atormentado por atos racistas hediondos, é um dos favoritos para ganhar o terceiro Oscar póstumo da história para um ator.