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O desafio de vacinar comunidades isoladas
Em algumas áreas periféricas ou de difícil acesso do planeta, a campanha de vacinação mal começou. Em outras, os habitantes nem sequer receberam esta chave mestra que lhes permitiria virar a página da pandemia

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

Em algumas áreas periféricas ou de difícil acesso do planeta, a campanha de vacinação mal começou. Em outras, os habitantes nem sequer receberam esta chave mestra que lhes permitiria virar a página da pandemia.

Em menos de cinco meses, um bilhão de doses de vacinas contra a covid-19 foram administradas em todo o mundo, mas a maioria delas foi injetada nos países mais ricos.

A desconfiança às vezes reina nas áreas rurais da Colômbia. Por exemplo, em Cauca (sudoeste), os camponeses da comunidade Misak preferem os remédios tradicionais à base de ervas e o conselho de líderes religiosos.

O enfermeiro Anselmo Tunubala, de 49 anos, percorre as trilhas montanhosas da região a pé e de motocicleta para propor a vacina aos maiores de 70 anos, mas às vezes esbarra na resistência dos moradores.

Ele se esforça para apresentar o produto: "Sinovac", a vacina chinesa.

A campanha de vacinação avança lentamente na Colômbia. Apenas 4,1 milhões de pessoas (de 50 milhões de habitantes) receberam uma dose em dois meses. Mesmo assim, o governo espera ter imunizado 70% dos colombianos até o final do ano.

A três meses dos Jogos Olímpicos, apenas 1% da população japonesa recebeu duas doses da vacina contra a covid-19.

Muito atrás dos demais países desenvolvidos, o Japão começou a vacinar no início do mês, com cautela.

Na região montanhosa de Nagano (norte), cercada por picos nevados, o povoado de Kitaaiki (700 habitantes) recebeu uma caixa com doses da vacina Pfizer-BioNTech, o suficiente para vacinar todos os maiores de 65 anos.

O único médico, o Dr. Kazuhiko Matsuhashi, aplica cerca de 60 vacinas por dia.

Quando seus pacientes não podem ir à clínica, ele vai até suas casas em sua pequena van branca. Assim, visitou Kakino Yamaguchi, que aos 93 mora sozinha.

"Este médico tem me tratado há tanto tempo que eu não fiquei preocupada com a vacina. Eu confio nele", ri enquanto arregaça a manga em seu braço magro.

O norte do Sudão carece de tudo, mas as vacinas chegaram. O dispensário de Seer, a cerca de 40 km de Dongola, recebeu seu lote.

Graças ao programa Covax, uma parceria público-privada liderada pela ONU para ajudar os países mais pobres, a campanha de vacinação foi lançada no Sudão no mês passado.