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Reunião ministerial após assassinato de funcionária policial perto de Paris
O ataque fatal na sexta-feira (24) contra uma agente administrativa na delegacia de Rambouillet, perto de Paris, trouxe a ameaça terrorista de volta à agenda política na França, com a visita do presidente Emmanuel Macron à família da vítima e uma reunião ministerial de crise

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

O ataque fatal na sexta-feira (24) contra uma agente administrativa na delegacia de Rambouillet, perto de Paris, trouxe a ameaça terrorista de volta à agenda política na França, com a visita do presidente Emmanuel Macron à família da vítima e uma reunião ministerial de crise.

A tragédia, que acontece após três ataques de extremistas islâmicos em poucas semanas no outono (boreal), mais uma vez mobiliza o governo.

Macron visitou neste sábado a família de Stéphanie M., de 49 anos, a funcionária - desarmada - morta esfaqueada na entrada da delegacia de Rambouillet por Jamel Gorchene, um tunisiano de 36 anos, que foi abatido por um policial.

O presidente foi à padaria do marido da vítima para dar seu apoio a uma família "muito abalada e muito digna", anunciou a Presidência da República.

Stéphanie M. era mãe de duas filhas de 13 e 18 anos.

"Não vamos desistir da luta contra o terrorismo islâmico", tuitou Emmanuel Macron na sexta-feira.

Paralelamente, uma reunião esta tarde reuniu os serviços e ministros interessados (Interior, Justiça, Exércitos) em torno do primeiro-ministro Jean Castex, que encurtou sua visita ao sudoeste da França.

No âmbito da investigação, as audiências de três pessoas, colocadas sob custódia policial na sexta à noite, continuavam neste sábado.

Trata-se do pai do assassino e duas pessoas que o abrigaram - uma recentemente nos subúrbios ao sul de Paris e a outra quando ele chegou à França em 2009, segundo uma fonte a par do assunto.

De acordo com outra fonte próxima à investigação, as duas pessoas interrogadas com o pai formam um casal que teria residido o agressor "pelo menos administrativamente" nos subúrbios de Paris. Suas casas foram revistadas na sexta-feira.

O telefone de Jamel Gorchene continha "nasheeds", canções religiosas muçulmanas, frequentemente usadas para propaganda jihadista, disse a fonte.

Tendo chegado à França em situação irregular, este entregador possuía um visto de residência válido por um ano desde dezembro, de acordo com a Promotoria de combate ao terrorismo.

Ele teria realizado um "reconhecimento", antes de atacar a vítima, segundo o promotor antiterrorista Jean-François Ricard.

Testemunhas também relataram que ele gritou "Allah Akbar", de acordo com uma fonte próxima à investigação.

Os investigadores trabalham para esclarecer o percurso de Jamel Gorchene, se pessoas o ajudaram ou encorajaram em seu projeto, bem como quaisquer contatos feitos online com membros da esfera jihadista.

Jamel Gorchene é natural de Msaken, uma cidade da costa leste da Tunísia, onde sua família ainda mora em uma casa modesta. Ele teria pelo menos uma irmã e dois irmãos, incluindo um gêmeo.