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Chegam ao Chile as primeiras vacinas da AstraZeneca, que serão aplicadas apenas a homens
O Chile recebeu nesta sexta-feira (23) o primeiro lote de vacinas contra o coronavírus do laboratório da AstraZeneca, que será aplicada apenas a homens, por recomendação de sua agência de saúde

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

O Chile recebeu nesta sexta-feira (23) o primeiro lote de vacinas contra o coronavírus do laboratório da AstraZeneca, que será aplicada apenas a homens, por recomendação de sua agência de saúde.

A remessa, com 158,4 mil doses, foi recebida pelo ministro da Saúde, Enrique Paris. "É a primeira vacina que chega pelo convênio Covax", da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou o ministro.

O Chile é um dos países que avança mais rápido no processo de vacinação. Cerca de 7,9 milhões de pessoas foram imunizadas com pelo menos uma dose em uma população total de 19 milhões.

A vacina da AstraZeneca vem gerando controvérsias, principalmente na Europa, devido aos temores gerados pelos raros casos de coágulos sanguíneos detectados, em especial em mulheres.

Nesta sexta-feira, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) disse que uma revisão que realizou da vacina mostrou que seus benefícios aumentam com a idade e que superam os riscos.

Na semana passada, o Instituto de Saúde Pública (ISP) do Chile, que em janeiro concedeu autorização de emergência para essa vacina, recomendou seu uso em mulheres com mais de 55 anos e em homens acima dos 18.

Com base nessa recomendação, a subsecretária de Saúde, Paula Daza, anunciou nesta sexta que "todos os homens que aderirem ao calendário a partir da próxima semana receberão a vacina AstraZeneca. Ela será administrada apenas em homens".

A segunda dose será administrada 12 semanas após a primeira.

Enquanto isso, o ministro da Saúde afirmou que a pasta estuda incluir gestantes no programa de vacinação. "Começará o mais rápido possível, quando tivermos todas as informações científicas", disse.

Para as gestantes, será escolhida a vacina da Pfizer, que também é aplicada no Chile em conjunto com a CoronaVac, do laboratório chinês Sinovac, acrescentou Paris.

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