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Peru acelera vacinação de idosos contra covid-19
O Peru acelerou nesta sexta-feira (23) a imunização de idosos contra a covid-19, usando bases militares, escolas e estádios dos Jogos Pan-Americanos de 2019 como centros de vacinação, enquanto são registradas mais de 300 mortes diárias pela doença no país

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

O Peru acelerou nesta sexta-feira (23) a imunização de idosos contra a covid-19, usando bases militares, escolas e estádios dos Jogos Pan-Americanos de 2019 como centros de vacinação, enquanto são registradas mais de 300 mortes diárias pela doença no país.

"O que estamos fazendo é começar pelos mais vulneráveis, que são os maiores de 80 anos, garantindo sua vacinação. A partir de agora até o fim do governo de transição (28 de julho) vacinaremos todos os idosos", afirmou à imprensa o presidente interino Francisco Sagasti.

O presidente de 76 anos, que já está imunizado, lidera desde quinta-feira a distribuição de vacinas em diferentes regiões do país andino, que enfrenta o auge da segunda onda da pandemia.

A imunização dos idosos começou em 8 de março, mas avançava lentamente devido à falta de doses e postos de vacinação. Para acelerar o processo, o governo decidiu adaptar a base militar da Força Aérea do Peru, escolas e estádios.

O país recebeu cerca de dois milhões de doses de vacinas, das quais um milhão são da Sinopharm e as outras da AstraZeneca e Pfizer.

Mais de 24 mil mortes, das 58,6 mil por coronavírus registradas no Peru desde março de 2020, correspondem a idosos, de acordo com o Ministério da Saúde.

Sagasti declarou na quinta-feira como "bem público" a distribuição gratuita de máscaras para a população mais vulnerável.

Até 22 de abril, 559 mil pessoas haviam recebido as duas doses necessárias para a imunização, ou seja, 1,7% dos 33 milhões de habitantes do Peru, segundo o Ministério da Saúde. A meta é vacinar cerca de 25 milhões de adultos ao longo do ano.

O último número de mortes diárias por covid-19 no Peru (343) elevou o número de mortes acumuladas para 58.604 em 13 meses de pandemia, enquanto o total de casos ultrapassa 1,7 milhão.

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