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Esporte americano apoia o veredito do caso Floyd, mas acredita que "ainda falta muito trabalho"
Ligas, times e grandes nomes do esporte nos Estados Unidos se manifestaram a favor do veredito de culpado proclamado nesta terça-feira (20) contra o ex-policial Derek Chauvin pelo assassinato do afro-americano George Floyd, mas advertiram que "ainda há muito trabalho a ser feito"

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

Ligas, times e grandes nomes do esporte nos Estados Unidos se manifestaram a favor do veredito de culpado proclamado nesta terça-feira (20) contra o ex-policial Derek Chauvin pelo assassinato do afro-americano George Floyd, mas advertiram que "ainda há muito trabalho a ser feito".

A NBA, a competição mais ativa nos protestos contra o assassinato cometido em maio de 2020, emitiu um comunicado poucos minutos depois que o veredicto foi lido em Minneapolis.

"O assassinato de George Floyd foi um ponto de virada na forma como vemos (as questões de) raça e justiça em nosso país, e estamos felizes que a justiça foi feita", disse a liga de basquete em um texto conjunto com sua associação de jogadores.

"Mas também reconhecemos que ainda há muito trabalho a ser feito" e "redobraremos nossos esforços para defender mudanças significativas nas áreas de justiça criminal e policial", enfatizou.

Numerosas personalidades atuais e do passado da NBA expressaram rapidamente no Twitter seu apoio à decisão do júri, que unanimemente considerou Chauvin culpado de todas as três acusações de assassinato de segundo e terceiro grau e homicídio culposo neste julgamento, convertido em símbolo da brutalidade policial contra minorias nos Estados Unidos.

"RESPONSABILIDADE", limitou-se a dizer o astro do Los Angeles Lakers LeBron James, uma das figuras mais envolvidas com o movimento "Black Lives Matter".

"Justiça e responsabilidade. Coisas que eu nunca pensei que veria. Há muito mais trabalho a fazer, mas este é um ótimo começo para trabalhar em prol da reforma que este país PRECISA", disse Karl-Anthony Towns, estrela do Minnesota Timberwolves, Equipe com sede em Minneapolis.

Ao longo de 2020, mais estrelas do basquete, como Giannis Antetokounmpo (Bucks) ou Stephen Curry (Warriors) participaram das marchas massivas para protestar contra o assassinato de Floyd e exigir o fim da brutalidade policial contra os negros no país.

O choque criado pelo crime cometido pelo ex-policial branco Chauvin, que foi filmado ajoelhado por mais de nove minutos no pescoço de Floyd, ocorreu quando a NBA e todas as outras competições estavam suspensas devido à pandemia do coronavírus.

No reinício da temporada da NBA em julho na bolha fechadas no Disney (Orlando), os jogadores realizaram atos diários de protesto, como ajoelhar-se durante o hino antes do jogo, um gesto que foi replicado em competições esportivos de muitos outros países.

Em outro momento de grande tensão, os jogadores entraram em greve em agosto após o ataque policial a outro negro, Jacob Blake, seguido por alguns times da liga de futebol (MLS) e da Liga Principal de Beisebol (MLB).

"Eu ia fazer um tuíte de comemoração, mas então fiquei triste porque estamos comemorando algo que é claro como o dia", disse a tenista japonesa Naomi Osaka nesta terça-feira. No ano passado, Osaka conseguiu fazer com que o torneio WTA de Cincinnati interrompesse as atividades por um dia depois do ataque a Blake.

"O fato de tantas injustiças nos fazerem prender a respiração antes desse resultado é realmente revelador", acrescentou a jovem, quatro vezes campeã de Grand Slams.

A MLS e a Liga de Futebol Americano (NFL), além de muitos de seus times, e a associação de jogadores de beisebol também se pronunciaram a favor do veredito e por maior igualdade e justiça social no país.

"Embora o veredito de hoje não possa curar a dor indescritível de uma vida humana violentamente tirada, ele honra a vida sagrada de George Floyd", escreveu a MLS. "Justiça para uma pessoa não deve ofuscar o clamor por justiça igual para todos."