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Júri começa a deliberar no julgamento sobre a morte de George Floyd
O júri do julgamento do ex-policial branco acusado de matar o afro-americano George Floyd em Minneapolis, nos Estados Unidos, iniciou suas deliberações nesta segunda-feira (19), depois que o procurador pediu uma condenação por "assassinato" pelo que considerou um "chocante abuso de autoridade"

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

O júri do julgamento do ex-policial branco acusado de matar o afro-americano George Floyd em Minneapolis, nos Estados Unidos, iniciou suas deliberações nesta segunda-feira (19), depois que o procurador pediu uma condenação por "assassinato" pelo que considerou um "chocante abuso de autoridade".

Derek Chauvin, de 45 anos, é acusado de assassinato e homicídio culposo pela morte de Floyd em 25 de maio de 2020, durante sua prisão que foi registrada em vídeo e gerou protestos contra a injustiça racial e a brutalidade policial em todo o mundo.

"Devem ser absolutamente justos", disse-lhes o juiz Peter Cahill, pedindo-lhes que "avaliem, considerem as provas e apliquem a lei".

Chauvin foi filmado ajoelhado sob o pescoço de Floyd, que ficou imobilizado com o rosto para baixo e algemado ao chão por mais de nove minutos, suplicando: "Não consigo respirar".

Em seus argumentos finais para o júri, que examinará o caso a portas fechadas, o procurador Steve Schleicher mostrou e mencionou o vídeo gravado por um espectador que testemunhou a prisão de Floyd por supostamente usar uma nota de 20 dólares falsificada para comprar um maço de cigarros.

"Podem acreditar no que viram", disse. "Não se tratou de vigilância policial, mas de assassinato", observou Schleicher. "Nove minutos e 29 segundos de chocante abuso de autoridade".

"O réu é culpado de todas as três acusações. E não há desculpa", ressaltou.

Segundo o procurador, Floyd "pediu ajuda com seu último suspiro", mas Chauvin não o atendeu. "George Floyd não era uma ameaça para ninguém", disse Schleicher. "Ele não estava tentando machucar ninguém".

Por sua vez, o advogado de defesa Eric Nelson garantiu ao júri que Chauvin "não usou força ilegal de propósito".

"Não foi um estrangulamento", afirmou ele, e justificou as ações de Chauvin e dos outros policiais que mantiveram Floyd no chão. De acordo com Nelson, a doença cardíaca de Floyd e o uso de drogas foram fatores decisivos.

"Eles estão tentando convencê-los de que a doença cardíaca do Sr. Floyd não desempenhou nenhum papel", disse ele. "Não estou sugerindo que foi uma morte por overdose, (...) mas é absurdo dizer que isso não influenciou."

Nelson pediu aos jurados que declarassem Chauvin inocente: "O estado não foi capaz de provar seu caso para além de qualquer dúvida razoável", argumentou.