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Japão pede libertação de jornalista preso em Mianmar
O Japão pediu às autoridades birmanesas para libertarem um jornalista japonês preso em Yangon, acusado de divulgar informações falsas, um dos 65 profissionais de imprensa detidos pela junta durante os protestos pró-democracia

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

O Japão pediu às autoridades birmanesas para libertarem um jornalista japonês preso em Yangon, acusado de divulgar informações falsas, um dos 65 profissionais de imprensa detidos pela junta durante os protestos pró-democracia.

Os militares continuam intensificando a repressão contra as manifestações contrárias ao golpe de Estado de 1º de fevereiro que depôs Aung San Suu Kyi. Desde o golpe de Estado, a repressão matou mais de 700 civis.

O jornalista independente Yuki Kitazumi foi detido no domingo. Um porta-voz da embaixada japonesa confirmou que ele foi trasladado durante a noite da delegacia para a prisão de Insein.

"Estamos pedindo a Mianmar a rápida libertação. Faremos tudo o possível para proteger os cidadãos japoneses", declarou à imprensa o porta-voz do governo japonês, Katsunobu Kato.

"A embaixada japonesa está trabalhando para saber mais detalhes, como as razões para a sua detenção e prisão", acrescentou.

As autoridades birmanesas asseguraram à embaixada que o jornalista se encontra em bom estado de saúde, enquanto a mídia oficial indicou que foi acusado, sem dar maiores detalhes.

Esta é a segunda vez que Kitazumi é detido desde o golpe de Estado. Em fevereiro, foi agredido e retido brevemente durante um dos protestos.

A imprensa está na alça de mira da junta militar, que tenta controlar a informação, interrompendo o acesso à Internet e revogando as licenças de cinco veículos de imprensa locais.

Ao menos 34 jornalistas e fotógrafos permanecem detidos em Mianmar, segundo o grupo de monitoramento Reporting ASEAN.

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