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John Kerry, emissário de Biden para o clima, visitará a China
O emissário americano para o clima, John Kerry, visitará a China esta semana em meio a altas tensões, na primeira viagem de um funcionário do governo Biden ao país, informou o Departamento de Estado nesta terça-feira (13)

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

O emissário americano para o clima, John Kerry, visitará a China esta semana em meio a altas tensões, na primeira viagem de um funcionário do governo Biden ao país, informou o Departamento de Estado nesta terça-feira (13).

O ex-secretário de Estado visitará Xangai e a capital sul-coreana, Seul, entre 14 e 17 de abril, para se preparar para a cúpula do clima virtual convocada pelo presidente Joe Biden na próxima semana e a grande conferência COP26 prevista para novembro, em Glasgow, informou o Departamento de Estado.

Kerry "conversará sobre o aumento dos objetivos climáticos globais" antes dessas duas reuniões, de acordo com o comunicado.

O chefe da diplomacia dos EUA, Antony Blinken, e um assessor de Joe Biden, Jake Sullivan, elogiaram as primeiras conversas "duras", porém "construtivas", com a China em março, depois de dois dias de reuniões no Alasca.

Sem negar as "diferenças importantes", o responsável máximo do Partido Comunista Chinês para a diplomacia, Yang Jiechi, também saudou as conversas "francas, construtivas e úteis".

Foi a primeira reunião presencial entre os Estados Unidos e a China desde que Biden assumiu o cargo em 20 de janeiro.

Desde que assumiu a presidência, o presidente democrata mostrou a intenção de continuar a trajetória de firmeza percorrida por seu antecessor republicano, Donald Trump, em relação à China, ao mesmo tempo em que cooperam em desafios globais como o clima.

Biden, portanto, incluiu o presidente chinês Xi Jinping entre os 40 líderes mundiais convidados para a cúpula virtual sobre o clima.

"A China é um jogador muito importante" na questão das mudanças climáticas, anunciou Kerry na semana passada em uma entrevista no programa India Today.

"Esperamos que a China participe e lidere" a iniciativa, "queremos trabalhar com a China nisso", acrescentou, embora admitisse "diferenças em algumas questões".

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