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Príncipes Harry e William homenageiam seu avô, o falecido príncipe Philip
Os príncipes William e Harry fizeram uma homenagem comovente nesta segunda-feira (12) ao seu avô Philip, esposo da rainha Elizabeth II, cuja morte aos 99 anos os reuniu pela primeira vez desde que Harry abandonou a família real britânica

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

Os príncipes William e Harry fizeram uma homenagem comovente nesta segunda-feira (12) ao seu avô Philip, esposo da rainha Elizabeth II, cuja morte aos 99 anos os reuniu pela primeira vez desde que Harry abandonou a família real britânica.

Depois de chegar em Londres vindo da Califórnia, onde vive agora com sua esposa Meghan, Harry, de 36 anos, referiu-se ao seu avô como um "homem de serviço, honra e grande senso de humor".

Seu irmão William, de 38 anos e o segundo na linha de sucessão ao trono depois de seu pai Charles, afirmou que vai sentir falta deste "homem extraordinário". "Sei que ele iria querer que seguíssemos adiante com o nosso trabalho".

Em Londres, os parlamentares encurtaram em um dia suas férias de Páscoa para esta homenagem solene ao marido e apoio fiel da rainha Elizabeth II por 73 anos, marcada para a tarde, em Westminster, antes de seu funeral no próximo sábado.

Antes deles, os deputados do Parlamento local escocês saudaram a memória daquele que também era duque de Edimburgo.

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson, conhecido pela sua linguagem às vezes provocativa, lembrou algumas das frases politicamente incorretas do príncipe Philip que, com seu senso de humor particular, buscava apenas "quebrar o gelo" e tirar o peso de situações tensas.

Depois de servir na Segunda Guerra Mundial, "enfrentou o desafio de ser marido de uma mulher poderosa numa época em que era ainda mais exceção do que hoje", ressaltou a primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon.

"Mesmo assim, o duque de Edimburgo se dedicou a apoiar a rainha - eles formavam uma verdadeira parceria", declarou.

Temporariamente suspensa, a campanha para as eleições locais de 6 de maio já foi retomada.

Patriarca da família real, conhecido por seu caráter forte e por sua franqueza, mas também por sua devoção à rainha e ao país, Philip morreu "em paz" no castelo de Windsor, no oeste de Londres, na sexta-feira. Ele completaria 100 anos em 10 de junho.

Sua morte deixou um "grande vazio" na vida da rainha, relatou seu filho Andrew, após uma missa em sua memória no domingo.

"Perdemos como se fosse o avô da nação", disse Andrew, de 61 anos, que foi afastado da vida pública em 2019 por causa de sua amizade com o falecido financista americano Jeffrey Epstein, acusado de tráfico de menores.

"Meu pai foi meu professor, meu apoio e minha crítica, mas o que foi mais modelo para mim foi sua vida bem vivida e seu senso de dever cumprido de forma altruísta", ressaltou a princesa Anne, que era muito próxima ao pai.

O herdeiro da coroa, Charles, disse que "querido papai" faz uma "imensa falta".

A memória de Philip, príncipe nato da Grécia e da Dinamarca, foi homenageada muito além do Reino Unido, inclusive em duas aldeias em Vanuatu, um arquipélago do Oceano Pacífico membro da Commonwealth, a associação de 54 países herdada do império colonial britânico.