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Ingleses voltam a bares, salões e lojas em nova fase de desconfinamento
Os salões de beleza estavam lotados, filas se formavam do lado de fora das lojas, e alguns pubs começaram a servir cerveja logo no início da manhã desta segunda-feira (12)

Por AFP

Crédito: Divulgação/Internet

Os salões de beleza estavam lotados, filas se formavam do lado de fora das lojas, e alguns pubs começaram a servir cerveja logo no início da manhã desta segunda-feira (12). Após quase quatro meses de confinamento, a Inglaterra entrou hoje em uma nova fase de flexibilização há muito esperada.

"Graças à vacinação, as coisas estão melhorando, e esperamos que melhorem mais e mais no futuro", disse à AFP o espanhol Pablo Fernández, de 31 anos, membro de um grupo de profissionais de saúde que saía do turno da noite em um hospital do leste de Londres.

Aproveitando que o pub "Half Moon" abriu suas portas excepcionalmente às nove da manhã, o grupo seguiu para lá, para celebrar com cerveja.

"Esta reabertura simboliza a bebedeira", brincou, ilustrando a alegria geral de recuperar uma certa liberdade e normalidade.

A partir desta segunda-feira, bares e restaurantes da Inglaterra podem reabrir suas áreas externas, enquanto o serviço interno terá de esperar até 17 de maio. Nem as gélidas temperaturas pareceram desestimular muitos dos 56 milhões de habitantes da região.

Em Oxford Street, uma das principais ruas comerciais de Londres, os compradores fizeram filas frente às lojas de roupa desde as 5h30 da manhã, desafiando o frio duas horas antes da reabertura.

Em toda Inglaterra, os salões de beleza se viram inundados de clientes. Alguns anunciaram que ficarão abertos até meia-noite para atender a demanda.

Os governos autônomos de Escócia, Gales e Irlanda do Norte têm autonomia decisória para próprias políticas de combate à pandemia e para seus calendários de desconfinamento.

Com quase 127.000 mortos, o Reino Unido é o país mais castigado pela covid-19 na Europa. Confinado pela terceira vez desde janeiro - ou dezembro, em lugares como Londres -, registra agora um número diário muito baixo de óbitos (7 no domingo), contágios (1.730) e hospitalizações (221).

Mostrando uma prudência muito maior do que no final do primeiro confinamento, de março a junho do ano passado, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou um roteiro que prevê - se não houver surpresas - uma nova fase de flexibilização a cada cinco semanas.

A primeira começou em 8 de março, mas se limitou à reabertura de escolas e à autorização para reuniões de até cinco pessoas ao ar livre.

O Executivo manteve, porém, a orientações do trabalho remoto e, hoje, pediu à população que "aja de maneira responsável" para evitar uma nova escalada de infecções. O objetivo é evitar ter uma economia já abalada paralisada mais uma vez.

Nas redes sociais, na televisão, nos jornais e em painéis na ruas, uma nova campanha pede aos britânicos que deem este "novo passo de forma segura" e se submetam aos dois testes de antígenos semanais disponibilizados pelas autoridades, gratuitamente, duas vezes por semana.

Esta data tão esperada foi ofuscada, porém, pelo falecimento na sexta-feira o príncipe Philip, de 99 anos, marido da rainha Elizabeth II, que mergulhou o país em um período de luto nacional até seu funeral no próximo sábado.